Docentes da UEL (Universidade Estadual de Londrina) decidiram, em Assembleia Geral realizada nesta quinta-feira (26), pela manutenção do estado de greve. A categoria, que discute a campanha salarial e melhorias no plano de carreira, optou por permanecer em alerta após a ausência de uma proposta formal do Governo do Estado, que havia sido sinalizada para a última semana. O movimento ocorre em antecipação ao mês de maio, data-base do funcionalismo público, e foca na recuperação de uma defasagem salarial que, segundo o sindicato, chega a 52,18% acumulados nos últimos dez anos. Os professores reforçam que a pauta não busca aumento real, mas sim a reposição das perdas inflacionárias previstas constitucionalmente.
A categoria monitora de perto as declarações do líder do governo na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), deputado Hussein Bakri, que mencionou um possível incremento de R$ 1,1 bilhão para R$ 2 bilhões no orçamento destinado ao pagamento da data-base. No entanto, a representação sindical ressaltou durante a assembleia que ainda não houve convocação para a apresentação de índices ou cronogramas oficiais, frustrando a expectativa de uma proposta que deveria ter ocorrido na sexta-feira passada. Além da questão financeira, os docentes destacam que a valorização da carreira é fundamental para evitar a evasão de profissionais qualificados e garantir a qualidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão na universidade.
Estudantes também acompanharam a assembleia e manifestaram apoio às demandas, reforçando a importância da realização de novos concursos públicos para reduzir a dependência de contratos temporários (PSS). Apesar da pressão e do estado de greve, o calendário acadêmico não sofreu alterações e as aulas seguem normalmente na UEL. A definição sobre uma eventual paralisação total dependerá do teor da proposta governamental esperada para os próximos dias. Uma nova Assembleia Geral já está convocada para a próxima quarta-feira, 1º de abril, onde os rumos do movimento serão reavaliados.