No Brasil, a maior parte dos resíduos sólidos gerados diariamente ainda tem como destino final lixões ou aterros sanitários, mesmo quando poderia ser reaproveitada. Dados apontam que apenas entre 3% e 5% de todo o lixo reciclável recebe o tratamento correto. O cenário é ainda mais crítico quando se trata dos resíduos orgânicos: menos de 2% são reaproveitados por meio da compostagem.
A baixa adesão à separação correta do lixo contrasta com os inúmeros benefícios ambientais, sociais e econômicos que a prática pode gerar. A reciclagem reduz a extração de recursos naturais, diminui o consumo de energia e contribui para a redução da poluição do solo, da água e do ar. Além disso, fortalece cadeias produtivas ligadas à economia circular e à geração de emprego e renda, especialmente para cooperativas de catadores.
No caso dos resíduos orgânicos, a compostagem transforma restos de alimentos e resíduos vegetais em adubo natural, que pode ser utilizado na agricultura, em hortas domésticas e em áreas verdes. O processo também reduz a emissão de gases de efeito estufa, já que o lixo orgânico descartado de forma inadequada contribui para a liberação de metano nos aterros.