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"Reconheço que se tratou de uma expressão infeliz", afirma vereador após fala em plenário

Em sessão anterior, parlamentar afirmou que água parada de clube era “tão podre que preto perdia para ela”; fala gerou indignação e pedidos de cassação.
17 mar 2026 às 16:49
Por: Guilherme Prado
Foto: Arquivo

O vereador Rafael da Farmácia (PSD) apresentou uma retratação pública durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Ibiporã nesta terça-feira (17). O parlamentar utilizou o espaço em plenário para se desculpar por um comentário de cunho racista proferido em uma sessão anterior. Ele afirmou que já havia protocolado o documento, mas decidiu fazer a leitura para reforçar sua posição e comprometimento com o combate ao preconceito.


“Venho por meio desta fazer uma retratação pública. Relatei fatos relacionados a situação de abandono da piscina localizada em um antigo clube em Ibiporã. O comentário não teve qualquer direcionamento a pessoa específica ou determinado grupo. Tão pouco houve intenção de ofender, discriminar ou desrespeitar quem quer que seja. Reconheço que se tratou de expressão infeliz”, declarou o vereador durante o seu pronunciamento.


O caso ocorreu originalmente enquanto o parlamentar criticava o estado de conservação de uma piscina pública do município. Em vídeo registrado pela transmissão oficial da Câmara, o vereador descrevia a cor da água parada e afirmou que ela estava “tão podre, tão podre, que preto perdia para ela”. A comparação, considerada pejorativa e discriminatória, gerou indignação imediata entre os moradores e nas redes sociais por reproduzir estereótipos racistas.


A fala aconteceu durante o período destinado às indicações e requerimentos da sessão legislativa. Embora o parlamentar demonstrasse preocupação com possíveis focos de doenças e riscos à saúde pública, a escolha das palavras foi interpretada como uma violação aos princípios éticos. A repercussão negativa colocou o mandato do vereador sob pressão política, gerando cobranças por medidas institucionais.


Agora, a Câmara deve apurar se houve quebra de decoro parlamentar na conduta do político. Caso o processo disciplinar avance, Rafael da Farmácia poderá enfrentar punições previstas no regimento interno, que incluem desde advertência verbal até a cassação definitiva do mandato.

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