A saga dos caminhoneiros que enfrentam a nevasca histórica na Cordilheira dos Andes continua. Mais de 4 mil profissionais estão presos há cerca de 37 dias na região de fronteira entre Argentina e Chile, em meio a estradas bloqueadas pelo gelo e temperaturas congelantes.
Imagens feitas na região mostram a dimensão do problema: uma extensa fila de caminhões parados, veículos retidos em pátios e aduanas e grandes volumes de neve cobrindo as rodovias.
Com o bloqueio prolongado, as condições de sobrevivência se tornaram cada vez mais difíceis. Segundo relatos, alimentos e água estão acabando e também há falta de medicamentos de uso contínuo, inclusive para caminhoneiros que fazem tratamento para pressão alta e diabetes.
O cenário na Cordilheira é de isolamento e exaustão. São mais de cinco semanas de espera em meio ao frio intenso, com motoristas obrigados a permanecer em pátios de aduanas e às margens das rodovias enquanto aguardam a liberação do trânsito.
Motoristas brasileiros relatam que a situação atual supera qualquer experiência vivida ao longo de anos nas estradas. A longa permanência no local aumentou a preocupação com a saúde e a segurança dos profissionais.
Diante do risco de uma tragédia humanitária, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região Oeste lançou um alerta e cobra medidas urgentes.
A entidade pede mudanças nos critérios de liberação das aduanas, especialmente diante dos relatos de motoristas que já estariam passando mal e enfrentando dificuldades para conseguir medicamentos e itens básicos.
Enquanto a situação não é normalizada, milhares de caminhoneiros seguem aguardando uma solução para deixar a região atingida pela nevasca.