O avanço das síndromes respiratórias e da gripe acendeu um sinal de alerta máximo nas autoridades de saúde de Londrina. Com unidades de saúde e leitos hospitalares operando no limite, a Prefeitura anunciou uma parceria estratégica com a Irmandade da Santa Casa de Londrina para tentar desafogar o fluxo de pacientes e garantir o atendimento da população infantil.
Pelo novo acordo, serão disponibilizadas até 50 consultas diárias no Hospital Infantil. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o fluxo de atendimento não muda: os pais não devem procurar o Hospital Infantil diretamente. As crianças devem ser levadas primeiramente ao PAI (Pronto Atendimento Infantil) ou às UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Caso o local apresente superlotação ou alta demanda, a própria equipe médica fará o encaminhamento do paciente para o hospital parceiro por meio de uma guia de transferência.
Além do reforço nas consultas, o Hospital Infantil conta com equipamentos de última geração, como o Kinaf (cânula de alto fluxo). O dispositivo injeta oxigênio com alta pressão e volume, conseguindo suprir as necessidades respiratórias do paciente e substituindo a intubação tradicional em diversos casos. A grande vantagem do Kinaf é permitir que a criança permaneça acordada e consciente, podendo inclusive ser amamentada, ao contrário do respirador convencional, que exige sedação total.
A principal preocupação da Secretaria de Saúde reside no índice alarmante de baixa vacinação entre o público infantil na cidade. Atualmente, a cobertura vacinal contra a gripe entre as crianças está em apenas 18%, número considerado criticamente abaixo do ideal.
De acordo com a pasta, há uma conexão direta entre o adoecimento das crianças e a falta de imunização. O PAI chegou a registrar picos severos, ultrapassando a marca de 600 atendimentos em um período de apenas 24 horas. O cenário gera ainda mais alerta porque a maioria dos casos atuais é classificada como leve, mas a chegada das frentes frias e a consequente queda nas temperaturas nas próximas semanas podem agravar significativamente os quadros clínicos se a cobertura vacinal não subir.
Em contrapartida ao cenário infantil, outros grupos prioritários apresentam índices mais avançados no município: a cobertura vacinal entre as gestantes já ultrapassa 83%, enquanto a imunização dos idosos está próxima de 50%.
Como medida complementar para enfrentar a sazonalidade das doenças respiratórias graves, a Secretaria de Saúde