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Secretária de Saúde de Londrina esclarece situação da UPA Jardim do Sol

15 jan 2026 às 14:43

Em entrevista ao programa Tempo Quente, apresentado por Rodrigo Marine, nesta quinta-feira (15), a Secretária Municipal de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, prestou esclarecimentos sobre os principais gargalos da saúde pública. Com 10 meses de gestão, ela destacou que o maior desafio é a gestão de uma fila que atinge um terço da população de Londrina, somando 196 mil pessoas à espera de respostas do sistema de saúde.


UPA Jardim do Sol: Reforma e Próximos Passos


A secretária negou que as obras da UPA Jardim do Sol estejam abandonadas, explicando que a primeira fase da reforma foi concluída recentemente.


Fase 1 (Concluída): Investimento de R$ 1,6 milhão em infraestrutura de fundo e correção de solo. As chaves já foram entregues à Guarda Municipal para vigilância do prédio.


Fase 2 (Planejamento): Uma nova licitação está sendo preparada no valor estimado de R$ 6 milhões. Esta etapa contemplará a troca de telhado, climatização, rede elétrica, hidráulica e acabamentos, como portas e banheiros.


Atendimento Atual: Os pacientes da região seguem sendo atendidos no antigo prédio do Mater Dei (atual UPA Centro) até a conclusão definitiva da reforma.


Gestão de Filas e Mutirões


Vivian Feijó revelou que encontrou um sistema de dados amador, com prontuários perdidos e falta de integração tecnológica, o que dificultava o contato com pacientes.


Neuropediatria: A secretária destacou o início de mutirões de atendimento para crianças autistas que aguardavam consultas desde 2017.


Saúde Bucal: Houve a contratação de 10 novos dentistas, mas a secretária admite que a medida ainda não cobre 100% da rede.


Atualização Cadastral: Ela fez um apelo para que os moradores procurem as UBSs de Londrina para atualizar telefone e endereço, evitando a perda de agendamentos.


Desafios de Recursos Humanos


A secretária informou que a Prefeitura gastou R$ 5 milhões em horas extras apenas no último mês para manter o funcionamento da rede, evidenciando o déficit de profissionais da saúde.


Contratações: Foram repostas 460 vagas, mas o déficit acumulado ao longo de 10 anos chega a cerca de 1.500 postos.


Terceirização: Vivian confirmou o rompimento de contrato com a empresa que atrasava pagamentos médicos, vinculando agora os serviços terceirizados ao CISMEPAR, garantindo maior segurança jurídica e financeira aos profissionais.