Em entrevista ao programa Tempo Quente, apresentado por Rodrigo Marine, nesta quinta-feira (15), a Secretária Municipal de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, prestou esclarecimentos sobre os principais gargalos da saúde pública. Com 10 meses de gestão, ela destacou que o maior desafio é a gestão de uma fila que atinge um terço da população de Londrina, somando 196 mil pessoas à espera de respostas do sistema de saúde.
UPA Jardim do Sol: Reforma e Próximos Passos
A secretária negou que as obras da UPA Jardim do Sol estejam abandonadas, explicando que a primeira fase da reforma foi concluída recentemente.
Fase 1 (Concluída): Investimento de R$ 1,6 milhão em infraestrutura de fundo e correção de solo. As chaves já foram entregues à Guarda Municipal para vigilância do prédio.
Fase 2 (Planejamento): Uma nova licitação está sendo preparada no valor estimado de R$ 6 milhões. Esta etapa contemplará a troca de telhado, climatização, rede elétrica, hidráulica e acabamentos, como portas e banheiros.
Atendimento Atual: Os pacientes da região seguem sendo atendidos no antigo prédio do Mater Dei (atual UPA Centro) até a conclusão definitiva da reforma.
Gestão de Filas e Mutirões
Vivian Feijó revelou que encontrou um sistema de dados amador, com prontuários perdidos e falta de integração tecnológica, o que dificultava o contato com pacientes.
Neuropediatria: A secretária destacou o início de mutirões de atendimento para crianças autistas que aguardavam consultas desde 2017.
Saúde Bucal: Houve a contratação de 10 novos dentistas, mas a secretária admite que a medida ainda não cobre 100% da rede.
Atualização Cadastral: Ela fez um apelo para que os moradores procurem as UBSs de Londrina para atualizar telefone e endereço, evitando a perda de agendamentos.
Desafios de Recursos Humanos
A secretária informou que a Prefeitura gastou R$ 5 milhões em horas extras apenas no último mês para manter o funcionamento da rede, evidenciando o déficit de profissionais da saúde.
Contratações: Foram repostas 460 vagas, mas o déficit acumulado ao longo de 10 anos chega a cerca de 1.500 postos.
Terceirização: Vivian confirmou o rompimento de contrato com a empresa que atrasava pagamentos médicos, vinculando agora os serviços terceirizados ao CISMEPAR, garantindo maior segurança jurídica e financeira aos profissionais.