Cidade

Secretária defende limite de hora extra para contratar docentes

19 ago 2026 às 15:16

A secretária municipal de Educação de Londrina, Thatiane Araújo, afirmou que o teto no pagamento de horas extras aos professores da rede pública é uma medida de reorganização orçamentária para garantir a contratação de mais profissionais. A alteração fixa em R$ 4.500 o limite mensal que um docente pode receber em valores adicionais, gerando uma economia projetada em R$ 1 milhão por mês a partir de agosto.


Em entrevista, a gestora explicou que a decisão busca otimizar os recursos do município, que já haviam atingido o teto anual previsto de R$ 13 milhões para o pagamento de jornadas extraordinárias. Segundo Araújo, a prioridade da pasta é redirecionar a verba poupada para a contratação de profissionais de apoio dedicados ao atendimento de crianças neurodivergentes, além de viabilizar a entrada imediata de 60 professores via PSS (Processo Seletivo Simplificado).


A secretária ressaltou que a medida não deixará turmas desassistidas nem resultará no fechamento de salas de aula. Para cobrir lacunas no atendimento enquanto o quadro é reformulado, equipes administrativas da SME (Secretaria Municipal de Educação) estão sendo deslocadas pontualmente para auxiliar as unidades escolares. Reuniões individuais com a direção de cada escola estão sendo realizadas para ajustar o fluxo de trabalho.


Para resolver o déficit na rede, que supera 100 vagas decorrentes de aposentadorias e exonerações, Araújo informou que a prefeitura encaminhará à CML (Câmara Municipal de Londrina) um projeto de lei para a criação de vagas efetivas com jornada de seis horas. A titular da pasta defendeu que a efetivação de novos servidores é indispensável para substituir o excesso de horas extras acumuladas e assegurar a qualidade de vida dos docentes.

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