O Grupo Tarobá de Comunicação teve acesso ao laudo médico veterinário da cachorrinha Capitu, que morreu na noite de segunda-feira (10), após ter sido agredida pelo seu tutor.
Na ficha clínica de atendimento emergencial, a veterinária explica que o tutor da cachorrinha Capitu teria entrado em contato por ligação com a clínica às 21h12, relatando que havia dado uma "chinelada" na paciente, e que achava que o animal tinha vindo a óbito. Ele então solicitou um atendimento de emergência, e chegou ao consultório poucos minutos depois.
Ainda segundo o laudo, o homem teria relatado para a veterinária que deu uma chinelada na região da cauda e outra na boca da cachorrinha. A boca teria um leve sangramento, a paciente estaria em época de troca dentária, e após a segunda chinelada, o homem relatou o desmaio da cachorrinha e o possível óbito.
Na explicação, a veterinária ainda detalha que Capitu já chegou na clínica em óbito, sem nenhuma frequência respiratória nem cardíaca, com a pupila dilatada e com o globo ocular centralizado. A extremidade dos membros estava fria, porém a parte central do corpo estava ainda levemente aquecida. As mucosas estavam cianóticas e a língua estava levemente rosada.
Segundo a ficha, a veterinária teria notado algumas lesões em duas regiões do corpo de Capitu: embaixo da costela esquerda, que percorria até o meio do abdômen e na região da axila.
A veterinária ainda relata na ficha que o homem falou repetidas vezes: "Eu matei ela, a culpa é minha".
Seguindo o relato, a veterinária explica que foi realizada técnica de massagem cardíaca, com o estetoscópio para fazer monitoramento dos possíveis batimentos, mas sem sucesso na reanimação.
O tutor de Capitu então deixou o corpo da cachorrinha para destinação correta, tendo ficado por alguns minutos sozinho no consultório, posteriormente deixando o local sem conversar com a veterinária sobre o assunto. Segundo o relato da mulher que realizou o atendimento, o homem estava "atordoado" com a situação, não sendo possível uma conversa mais afundo sobre o caso.
A veterinária ainda explica que depois da saída do homem do consultório, ela cogitou a ideia de um exame de necropsia, para saber a real causa da morte, já que como a paciente era jovem, poderia ter alguma doença não diagnosticada, ou encontrar o real motivo pelo relato do tutor sobre as chineladas.
Por fim, a veterinária explica no laudo que foi tentado a aspiração da região abdominal e torácica, porém a agulha era fina, sem conseguir evidencias de sangue concretas.
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