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Segurança é autuado por roubo após presenciar assalto e não ajudar vítima

Investigação da Polícia Civil resultou na prisão do autor do crime; vigilante ignorou pedidos de ajuda da vítima
10 mar 2026 às 11:49
Por: TNOnline
Foto: Reprodução

Um segurança de 43 anos foi autuado por roubo após presenciar um assalto e não ajudar a vítima. O crime ocorreu nas dependências da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), campus de Apucarana e foi gravado por uma câmera de segurança. O segurança trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviço para a instituição. O autor do roubo foi preso pela Polícia Civil e também responderá pelo crime.


Nas imagens gravadas pela câmera de segurança, é possível verificar que o assaltante surpreende a vítima e pula nas costas dela, fazendo o jovem cair no chão. A partir daí, o criminoso inicia uma asfixia através de um golpe conhecido como "mata-leão". Enquanto o jovem de 25 anos era agredido e lutava para respirar, o vigilante se aproximou, mas, em vez de intervir ou acionar socorro, demonstrou total indiferença, chegando a rir da situação e se afastar.


Mesmo diante dos apelos desesperados por ajuda, o segurança nada fez. O assaltante conseguiu então subtrair uma mochila contendo um notebook e um celular que estavam na moto da vítima e fugiu correndo. O jovem ainda tentou perseguir o criminoso, mas não conseguiu alcançá-lo.


De acordo com o delegado André Garcia, da 17ª Subdivisão Policial (SDP), a vítima foi até a universidade acreditando que encontraria uma pessoa interessada em comprar seu celular. "O crime ocorreu em 4 de fevereiro. A vítima anunciou a venda de um iPhone, um marketplace do Facebook, e o criminoso passou a conversar através de um perfil falso, um perfil em nome de uma mulher. Eles combinaram de se encontrar ali nas proximidades da Unespar. A vítima até me disse que optou por esse local por achar que seria um ambiente relativamente seguro. Ele chegou antes e, na sequência, o criminoso chegou por trás e aplicou um golpe mata-leão", relatou o delegado.


"O vigilante, um sujeito de compreensão física considerável, armado, podendo agir, não age. Ele assiste a vítima sendo agredida e nada faz. Nem mesmo a Polícia Militar ou a Guarda Municipal ele aciona", afirmou Garcia.

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Conforme o delegado, o segurança trabalha para uma empresa terceirizada que presta serviços à instituição de ensino e, devido à sua conduta, foi afastado das funções durante a investigação. Garcia explicou que a legislação que rege a atividade de vigilância patrimonial impõe o dever de garantir a integridade física das pessoas no local.


"Essa omissão se soma à ação do criminoso e juntos chegam ao resultado roubo. Ele pratica o crime ao se omitir", detalhou a autoridade.

O autor do assalto, um jovem de 23 anos com extensa ficha criminal, foi identificado e preso preventivamente no Núcleo Habitacional Michel Soni após tentar fugir por uma área de mata. "As imagens são impactantes, porque você vê a ousadia do criminoso em plena luz do dia, agredindo violentamente a vítima que clama por socorro enquanto está sendo asfixiada", pontuou o delegado.


Delegado orienta sobre golpes


O delegado aproveitou o desfecho do caso para emitir um alerta à população sobre os perigos de transações iniciadas em plataformas digitais, como o Marketplace do Facebook. Ele destacou que a vítima escolheu a frente da universidade por acreditar ser um ambiente seguro, mas foi atraída para uma emboscada por um perfil falso. "É preciso que a pessoa se programe, anteveja a ação criminosa para justamente evitar esse tipo de crime", recomendou.


A orientação da Polícia Civil é que os encontros para entrega de mercadorias sejam agendados em locais com monitoramento rigoroso e fluxo constante de pessoas, dificultando a ação e a fuga de criminosos. "Um exemplo de um lugar mais seguro seria um shopping no centro da cidade, onde há um fluxo de pessoas maior e não é possível simplesmente sair correndo por conta da limitação do espaço físico", concluiu o delegado.


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