No segundo episódio da série especial Origens, a reportagem destaca a consolidação do cooperativismo como solução para o escoamento da safra no oeste paranaense.Após o início do povoamento na região por famílias do sul do país entre 1950 e 1970, o avanço do milho, trigo, feijão e soja gerou grande excedente produtivo.
Para superar os altos custos do transporte e vender a produção além das divisas estaduais, os agricultores uniram forças no modelo cooperativo.Com suporte técnico e comercial alinhado às diretrizes da OCEPAR (Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), o setor focou na estrutura de transporte.
O principal gargalo enfrentado pelas lavouras do interior estava na outra ponta do estado, no Porto de Paranaguá, inaugurado na década de 1930.Em 1975, a união das cooperativas da zona rural culminou na criação da Cotriguaçu, garantindo um terminal próprio para armazenar e exportar grãos em grande escala.
A operação integrada viabilizou o transporte ferroviário sob concessão acompanhada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).As melhorias na malha viária para a circulação de caminhões de carga tiveram suporte do DER-PR (Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná).
A reestruturação logística colocou a produção do interior no mercado internacional sob supervisão do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária).
O próximo capítulo da série Origens abordará o impacto social do cooperativismo e seu papel no desenvolvimento econômico do estado.