O brutal feminicídio da estudante de Nutrição Thaissa de Oliveira Marques, de 21 anos, morta a facadas na última sexta-feira (11) enquanto panfletava em frente a uma academia na Zona Leste de Londrina, gerou forte repercussão entre entidades sindicais e órgãos de proteção à mulher. O crime, tratado pela Polícia Civil como premeditado com base em áudios da vítima, acendeu um alerta sobre a escalada da violência de gênero na cidade e no estado — que registrou seis feminicídios entre os dias 1º e 11 de setembro.
O Coletivo de Sindicatos de Londrina e Região manifestou profundo pesar e criticou a atual gestão municipal pelo suposto esvaziamento da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. Segundo o coordenador do coletivo, Luiz Alfredo Gonçalves, as lideranças sindicais precisam atuar ativamente na denúncia e no combate à violência, cobrando maior efetividade dos órgãos públicos. A própria pasta municipal emitiu nota lamentando o caso e destacando que o feminicídio é a expressão extrema de agressões que muitas vezes começam de forma silenciosa.
"O crime expõe a vulnerabilidade a que as trabalhadoras estão sujeitas no exercício de suas funções diárias, neste caso, na divulgação externa de serviços", apontou o presidente do Senalba Londrina, Vilson Melo.
O Senalba Londrina, sindicato que representa trabalhadores de academias e clubes esportivos, também repudiou o homicídio. Para a entidade, o assassinato de uma trabalhadora no exercício de suas funções evidencia que a integridade física das mulheres está diretamente ligada às condições de segurança laboral, exigindo medidas preventivas rigorosas e apuração severa dos fatos.
SENALBA SE MANIFESTOU NAS REDES SOCIAIS E COM NOTA DE REPÚDIO
O SENALBA LONDRINA - NPR – Sindicato dos Empregados em Entidades
Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional
de Londrina vem a público manifestar seu mais profundo repúdio ao feminicídio da
estudante Thaissa Gabriely Oliveira Marques.
Mais uma jovem tem sua vida brutalmente interrompida pela violência contra a mulher.
Uma violência que não pode ser naturalizada, silenciada ou tratada apenas como mais
um número nas estatísticas.
O feminicídio é a expressão mais extrema de uma realidade marcada pelo machismo,
pela desigualdade de gênero e pelas diferentes formas de violência que atingem
diariamente mulheres e meninas.
Enfrentar essa realidade é responsabilidade de toda a sociedade e exige políticas
públicas efetivas de prevenção, proteção, acolhimento e responsabilização dos
agressores.
O SENALBA se solidariza com os familiares, amigos, colegas e toda a comunidade
acadêmica profundamente atingidos por esta perda, manifestando seu pesar e sua
indignação.
Como entidade representativa de trabalhadores e trabalhadoras, inclusive das
academias de Londrina e região, reafirmamos nosso compromisso com a defesa da
vida, da dignidade humana e de uma sociedade na qual todas as mulheres tenham o
direito de viver com liberdade, respeito e segurança.
Basta de feminicídio!