Quase 24 horas após o forte temporal que deixou um rastro de destruição em Apucarana, na noite de segunda-feira (21), aproximadamente metade dos imóveis da cidade ainda está sem energia elétrica. Cerca de 30,6 mil imóveis estavam sem o serviço até as 17h30 desta terça-feira (22), o que representa 48% do total de unidades consumidoras do município. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) informou que suas equipes seguem trabalhando ininterruptamente nas ruas para substituir postes derrubados, reparar a fiação rompida e restabelecer o serviço.
A situação afeta também o setor industrial de várias regiões de Apucarana, incluindo o Parque Industrial Norte, na saída para Arapongas. Muitas dessas empresas não têm geradores próprios e estão acumulando prejuízos. Diante da proporção dos estragos provocados pela ventania, que chegou a 125 km/h na noite de segunda-feira (21), a Prefeitura de Apucarana decretou situação de emergência.
A medida administrativa tem o objetivo de desburocratizar e agilizar as ações de socorro e a compra de insumos para as vítimas. Para amparar as famílias que tiveram as coberturas de suas casas arrancadas, o município iniciou a distribuição gratuita de telhas, o que acabou gerando filas de moradores nos pontos de entrega, que buscam reparar seus lares de forma emergencial.
A crise no município mobilizou também a cúpula do Executivo estadual. O governador em exercício, Darci Piana (PSD), viajou até Apucarana na tarde desta terça-feira para acompanhar de perto a força-tarefa de atendimento à população afetada e vistoriar os danos na infraestrutura urbana. O balanço preliminar divulgado pela Defesa Civil evidencia a gravidade da tempestade, que afetou até 4,5 mil pessoas em cerca de 20 bairros. A força dos ventos e do granizo comprometeu quase mil residências, além de provocar a queda de aproximadamente 500 árvores, exigindo um trabalho intensivo e integrado das equipes de resgate, limpeza e assistência social para a gradativa normalização da cidade.