Cidade

Um mês sem Thaissa: família pede justiça e alerta sobre violência

14 out 2026 às 13:35

Com as fotografias espalhadas pelos cômodos de casa e o quarto mantido intacto pela dor da ausência, a família de Thaissa vivencia o marco de 30 dias do brutal assassinato da jovem de 21 anos. O crime ocorreu no dia 11 de setembro de 2026, no estacionamento de uma academia em Londrina, no Norte do Paraná, local onde a jovem trabalhava. O suspeito foi preso em flagrante logo após o ataque a facadas e permanece sob custódia do sistema prisional.


Para os pais, Edivaldo Marques e Neuza Longhini, e para as irmãs, Thaís Longhini e Franciele Longhini, a angústia da perda convive diariamente com a indignação. Além de exigirem a punição rigorosa do agressor perante o Poder Judiciário, a família tem utilizado a voz para denunciar o machismo e rebatê-lo publicamente. 


Em declarações, os parentes enfatizaram que condutas, escolhas ou roupas da vítima jamais podem ser utilizadas para justificar atrocidades, criticando também o negacionismo em relação à existência e gravidade do crime de feminicídio na sociedade.


O caso de Thaissa traz à tona a alarmante realidade da violência de gênero na região. Mapeamentos locais apontam que, entre os anos de 2023 e 2025, o município de Londrina contabilizou 23 feminicídios. A tragédia da jovem de 21 anos junta-se a outros episódios emblemáticos que chocaram a cidade, como as mortes de Raphaele Proferis e da criança Ayla Neres, de três anos. 


Para a família de Thaissa, garantir que seu nome não caia no esquecimento tornou-se o compromisso central para que o futuro interrompido da jovem sirva de alerta e defesa para a vida de outras mulheres.

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