A PCPR (Polícia Civil do Estado do Paraná) instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias de uma lesão corporal grave sofrida pelo lutador William Masuda, conhecido como Cabuto, durante uma competição realizada em Londrina (PR). O atleta passou por uma cirurgia na coluna cervical no Hospital Evangélico e segue internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).
O procedimento investigativo teve início após o MP-PR (Ministério Público do Estado do Paraná), por meio do promotor Renato de Lima Castro, protocolar uma notícia-crime na 10ª SDP (Subdivisão Policial). O caso foi repassado ao 5º DP (Distrito Policial) de Londrina, sob o comando do delegado Roberto Fernandes, que iniciará as oitivas ouvindo familiares da vítima, testemunhas do evento e organizadores. O adversário de Cabuto, Juliano Di Pelli, será o último a prestar depoimento.
A apuração policial busca esclarecer se o movimento aplicado durante o confronto — identificado preliminarmente como "batistaca" — é vedado pelas regras da modalidade e se houve excesso culposo ou dolo na conduta do oponente. Professores e especialistas ligados ao esporte apontam que a manobra é proibida devido ao elevado risco de trauma raquimedular.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Juliano Di Pelli afirmou que a lesão decorreu de uma projeção inadequada feita pela própria vítima ao apoiar a cabeça no tatame sob o peso do adversário.