No segundo episódio da série especial sobre o Chile, o destino é uma das vinícolas mais famosas do mundo, localizada na região de Santiago. A Vinícola Concha y Toro chama a atenção não apenas pelos vinhos reconhecidos internacionalmente, mas também pela história marcada por uma lenda curiosa e por paisagens que encantam os visitantes.
O passeio é acessível e pode ser feito até mesmo de metrô, que funciona de forma eficiente na capital chilena. Ao chegar à estação mais próxima, o uso de aplicativos de transporte facilita o deslocamento até a vinícola, tornando a experiência tranquila para turistas.
Já no início da visita, a proposta é clara: férias combinam com bons vinhos. Durante o tour, os visitantes conhecem uvas emblemáticas do Chile, como a Carménère, que ficou desaparecida por cerca de 100 anos na Europa e foi redescoberta em 1994. Desde então, a variedade se tornou um dos grandes tesouros da vitivinicultura chilena.
Os guias explicam técnicas de degustação, como o leve movimento da taça por alguns segundos para identificar notas olfativas que despertam memórias, com aromas terrosos e frutas roxas. Após a explicação, chega o momento mais esperado: a degustação dos vinhos.
As visitas à Concha y Toro precisam ser agendadas previamente, e no momento da reserva é possível informar a nacionalidade. Isso garante, por exemplo, a presença de guias brasileiros, o que torna a experiência ainda mais especial para os turistas do Brasil.
A época de colheita das uvas vai do final de fevereiro até maio. Nesse período, as parreiras exigem muita luz solar e pouca água, fatores que contribuem para uvas mais concentradas e adocicadas. A vinícola possui mais de 12 mil hectares de plantações e está presente no Chile, na Argentina e também na Califórnia.
Em meio aos parreirais, o passeio se completa com a imersão na história da vinícola, fundada em 1883 por Melchor Concha y Toro, advogado, político e empresário chileno. Foi ele quem construiu a adega subterrânea onde nasceu a famosa lenda que atravessou gerações.
Segundo a história, para evitar o roubo dos melhores vinhos armazenados no chamado “casillero”, Melchor espalhou o boato de que o local era habitado pelo próprio Diabo. A estratégia deu certo: o medo se espalhou rapidamente e os furtos cessaram. Até hoje, a lenda é encenada durante o passeio, com os turistas deixados sozinhos na adega escura, acompanhados por sonoplastia e projeções que despertam curiosidade — e até um certo frio na barriga.
A marca Casillero del Diablo se tornou um fenômeno mundial, sendo hoje a segunda marca de vinho mais poderosa do mundo e a primeira da América Latina, presente em mais de 140 países.
Para aliviar a tensão após a visita à adega, o passeio inclui mais degustações e explicações sobre harmonização de vinhos com diferentes pratos. A vinícola também conta com um restaurante próprio, onde os visitantes podem almoçar ou jantar. As refeições são cobradas à parte, mas agradam quem passa por lá.
E a viagem não para por aí. Ainda na metade do roteiro, a série promete mostrar novos destinos no Chile, incluindo um safari, além do litoral com visitas a Valparaíso e Viña del Mar. No próximo episódio, a aventura continua com um safari chileno que promete surpreender.