A partir desta sexta-feira (13) entra oficialmente em vigor o contrato de concessão do lote 5 do novo programa de pedágios do Paraná, que contempla 432,7 quilômetros de rodovias entre as regiões Oeste e Noroeste do estado. A assinatura formal do contrato está marcada para segunda-feira, em Brasília.
Com o início da vigência, passam a ser contabilizados os 30 anos de concessão das estradas que atravessam 16 municípios, entre eles Cascavel, Toledo, Marechal Cândido Rondon, Campo Mourão e Maringá, além de cidades como Floresta, Engenheiro Beltrão, Peabiru, Mamborê, Juranda, Ubiratã, Corbélia, Quatro Pontes, Mercedes, Terra Roxa e Guaíra.
A concessão ficará sob responsabilidade do Pátria Investimentos, que criou para o lote a concessionária Via Campo. O contrato prevê R$ 6,7 bilhões em obras e melhorias, além de R$ 5,2 bilhões em despesas operacionais ao longo do período.
O principal ciclo de obras está previsto entre o terceiro e o sétimo ano de concessão, quando devem ocorrer as intervenções estruturais mais significativas. Entre os destaques estão a duplicação da BR-163 entre Marechal Cândido Rondon e Guaíra e a implantação de pista dupla na BR-369 entre Cascavel e Campo Mourão.
O contrato também prevê 19,9 quilômetros de vias marginais, 3,7 quilômetros do contorno de Guaíra, 51 interseções em desnível, 17 retornos e rotatórias, cinco passarelas de pedestres, seis obras de arte especiais, além de 12 quilômetros de ciclovias e um ponto de parada e descanso para caminhoneiros.
Apesar do início da concessão, a cobrança de pedágio ainda não começa imediatamente. O início da tarifa depende de autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres, após a verificação dos primeiros serviços realizados pela concessionária.
Segundo projeção divulgada anteriormente pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná, as tarifas com desconto previstas para o lote são de R$ 10,32 na BR-163 em Cascavel, R$ 10,18 na BR-163 em Terra Roxa e R$ 18,36 nas praças da BR-369 em Corbélia e Mamborê e na PR-317 em Floresta.
Com a definição de todos os contratos do novo programa de concessões, que terá duração de três décadas, entidades que acompanham o processo demonstram preocupação com os valores das tarifas, especialmente na região Oeste, que pode concentrar algumas das cobranças mais elevadas do modelo.