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Voluntários buscam lares para 39 animais após morte de protetor

08 set 2026 às 11:09

A morte de Seu Lico, um protetor independente que dedicou parte da vida ao cuidado de animais, deixou uma situação delicada em Londrina. Após ele morrer em julho deste ano, vítima de câncer, 39 animais — 35 cachorros e quatro gatos — continuam precisando de cuidados e, principalmente, de novos lares.


Hoje, apenas alguns voluntários mantêm a rotina de alimentação e atendimento dos animais. Entre eles está Viviane Raquel de Souza, que conheceu Seu Lico e passou a ajudá-lo na proteção dos cães e gatos.


Animais precisam encontrar novos lares


Depois da morte do protetor, a fotógrafa de pets Alessandra Sawick conheceu a história e decidiu ajudar.

Com experiência de décadas na área, inclusive após ter trabalhado nos Estados Unidos, ela voltou para Londrina e passou a produzir fotos dos animais que estão disponíveis para adoção.


A intenção é aumentar a visibilidade de cada cachorro e gato e facilitar a busca por famílias interessadas.


Chácara só está disponível até o fim do ano


Antes de chegar ao espaço atual, Seu Lico mantinha os animais em um local com estrutura mais adequada, mas acabou sendo despejado.


Há cerca de um ano e meio, ele passou a viver em uma chácara na Zona Leste de Londrina. Como já enfrentava problemas de saúde, porém, não conseguiu construir uma estrutura suficiente para todos os animais.


Agora, existe outra preocupação: o espaço foi emprestado apenas até o final do ano.


Os voluntários ainda não sabem para onde levar os 39 animais caso não encontrem uma solução até o fim do prazo.


Rotina é mantida com ajuda de voluntários


Todos os dias, os voluntários precisam ir até a chácara para preparar a alimentação e cuidar dos animais.

Parte da comida é feita com ossos e fubá, além da ração. Em situações de doença, alguns dos cachorros também precisam ser levados para atendimento veterinário.


É o caso de Castanho, que está em tratamento contra um câncer.


Grande parte das despesas é paga pelos próprios voluntários. Algumas doações ajudam a manter a rotina, mas ainda não são suficientes para cobrir todas as necessidades.


Adoção precisa ser responsável


Mais do que retirar os animais da chácara, o objetivo dos voluntários é garantir que eles tenham lares permanentes e responsáveis.


Alguns cachorros já chegaram a ser adotados, mas acabaram sendo devolvidos.


Como muitos estão acostumados a viver soltos, a adaptação a uma nova casa pode exigir tempo, paciência e cuidados. A expectativa é, inclusive, conseguir um adestrador voluntário para ajudar nesse processo e preparar os animais para a nova rotina.


História de Seu Lico continua


Seu Lico já não está mais no local para cuidar dos animais, colocar comida nos potes ou chamá-los pelo nome.


Mas os voluntários decidiram continuar o trabalho que ele começou, enquanto tentam encontrar famílias dispostas a acolher cada um dos animais.


Quem tiver interesse em adotar pode entrar em contato pelo Instagram @adocoes.lico.


Para contribuir com doações, o Pix está em nome de Aleteia Hansen, pelo telefone (43) 99810-1301.


A principal necessidade, segundo os voluntários, é encontrar lares responsáveis para os 39 animais antes que termine o prazo para permanência na chácara.

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