Cotidiano

Consultório móvel atende moradores de rua na concha acústica

12 mar 2019 às 12:52

Um comitê criado exclusivamente para atender pessoas em situação de rua fez uma ação nesta terça-feira (12), na Concha Acústica. A Secretaria do Trabalho, levou informações sobre cursos profissionalizantes com o objetivo de inseri-los no mercado de trabalho. Já a de saúde, tentou conscientizar os moradores de rua sobre a importância dos testes para diagnóstico de tuberculose e de glicemia. A guarda municipal levou o ônibus com o programa de combate ao crack.

Entre as ações desenvolvidas, a secretaria de assistência social, orientou sobre a necessidade de não juntar lixo na concha. Durante a ação, os moradores de rua recolheram materiais que estavam espalhados pela área. O local não foi escolhido ao acaso. Segundo a diretora de proteção especial da secretaria de assistência social, Josiane Nogueira, o órgão tem recebido muitas reclamações de moradores da região que se incomodam com a presença de pessoas usando drogas e álcool nas imediações da concha acústica. “Não tem tantas pessoas em situação de rua morando na concha. Mas vem muita gente aqui pra conhecer o lugar, pra aproveitar a área e aí esses dois mundos se encontram e precisam dividir o mesmo espaço”, comenta.

Segundo o comitê, Londrina tem cerca de 1000 pessoas em situação de rua e ao menos 30 moradores de rua foram atendidos pelo consultório de rua. “O consultório na rua trabalha com a questão de saúde mental e dos atendimento de serviço de atenção básica. Queremos trazer as pessoas para vários serviços públicos e assim, ajudar a tirar de situação der rua e resgatar do vício”, explicou a coordenadora consultório da rua, Jocelei Pascoal Boaretto.

A ação foi acompanhada de perto pelo Ministério Público (MP). O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares vai continuar a cobrança ao poder público por um espaço de convivência para os moradores de rua de Londrina. “É preciso de organização. É preciso um espaço para que eles (moradores de rua) possam receber alimentação, fazer a higiene e desenvolver atividade profissionais. E nisso, a sociedade civil tem que participar”, finaliza.

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