Vidro quebrado, ferro retorcido, natureza que pouco a pouco, engole, o que os cofres públicos pagaram caro. Tudo isso, que agora está assim, abandonado, sem destino, custou quase R$ 2 milhões.
Um investimento milionário jogado fora, sem utilidade alguma, as 21 estações tubo de transporte coletivo foram compradas ainda em 2002, mas em Foz do Iguaçu, uma das cidades mais quentes do estado, depois de instalada, a novidade foi inútil. Totalmente fechados, sem ar condicionado e com pouca ventilação, os abrigos, logo se tornaram inviáveis, um projeto polêmico, com alto valor, aprovado por engenheiros, mas que nunca deu certo.
Por causa do descaso com o dinheiro público, pouco tempo depois, Paulo Mac Donald prefeito responsável pela compra na época foi investigado, junto com dois secretários municipais e um fiscal de obra. Há dois anos, a justiça decidiu que todos deveriam reembolsar os cofres públicos e responder por improbidade administrativa. Mac Donald chegou a ser eleito prefeito de Foz em 2016, mas teve a candidatura indeferida pelo tribunal superior eleitoral. Todos os envolvidos, deveriam pagar o prejuízo deixado na fronteira, mas em 2018, o tribunal de contas do paraná deu novo rumo a esse impasse e postergou o ressarcimento aos cofres públicos.
Segundo a Prefeitura de Foz, apenas seis estações tubo ainda estão na cidade, mas sem qualquer condição de serem reaproveitadas. Duas estruturas foram repassadas a Curitiba, duas a Realeza, três levadas a São Pedro do Iguaçu e outras oito, entregues a Cianorte e Vera Cruz do Oeste.
Confira a reportagem do repórter Vagner Krazt