A força da união dos(as) trabalhadores(as) levou mais de 10 mil servidores(as) públicos(as) do estado para a manifestação realizada nesta segunda-feira (29) em Curitiba, que cobrou do governador Ratinho Junior (PSD) a promessa de pagar a data-base e atender outras pautas das categorias. O protesto teve início na Praça Santos Andrade e seguiu em caminhada pelas ruas da capital até o Palácio Iguaçu, onde uma comissão de lideranças foi recebida pelo vice-governador, Darci Piana.
De acordo com a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais (FES), professora Marlei Fernandes, após mais de duas horas de reunião, o governo recuou do discurso de que não pagaria a data-base. Ficou encaminhado que, a partir desta terça-feira (30), um grupo de trabalho com representantes dos(as) servidores(as), governo e deputados(as), vai debater os números para definir o percentual de reposição nos rendimentos do funcionalismo para esse ano e as demais reivindicações.
Além da capital, houve protestos nas principais cidades do estado, como Maringá, Londrina, Cascavel e Foz do iguaçu. Escolas e universidades fecharam as portas. A adesão também contou com categorias da segurança pública, da saúde e meio ambiente. No total, cerca de 30 sindicatos participam da mobilização.
Os(as) servidores(as) públicos(as) do Paraná estão com os salários congelados desde 2016 e, segundo o DIEESE, as perdas já somam 17,02%. De acordo com o economista Cid Cordeiro, os(as) trabalhadores(as) estão deixando de receber o equivalente a dois meses de salário por ano.
Além de cobrar o pagamento da data-base, a manifestação se posicionou contra a reforma da Previdência e fez memória do Massacre do Centro Cívico, como ficou conhecida a trágica repressão policial ocorrida no dia dia 29 de abril de 2015, em frente a sede do governo do estadual. Centenas de professores(as) que protestavam contra a retirada de direitos ficaram feridos(as) após serem alvejados pela Polícia com bombas de gás, spray de pimenta e balas de borracha. A ação foi ordenada pelo ex-governador Beto Richa (PSDB).
Fonte: APP Sindicato