Cotidiano

Justiça em Cascavel poderá soltar 250 presos

08 set 2019 às 12:03

A informação ainda depende de confirmação no Judiciário,  o que será buscado a partir da segunda (9), pelo vereador Fernando Hallberg (PDT). Ele disse ao Portal Tarobá News que tomou conhecimento da possibilidade e está preocupado. A liberação de duas centenas e meia de presidiários teria como razão a superlotação das carceragens na área abrangida pela Comarca de Cascavel. 

A cadeia anexa ao prédio da 15ª SDP, por exemplo,  poderia abrigar pouco mais de 40 ocupantes, mas chegou a cerca de 180, conforme constatação feita por Hallberg há poucos dias. O Ministério Público busca alternativas e pedirá a soltura. Na região de Francisco Beltrão o problema é o mesmo e a Justiça já decidiu colocar quase 100 detentos fora da tranca, monitorados com tornozeleiras eletrônicas sob responsabilidade do Depen. Por aqui, o possível esvaziamento vem sendo planejado sem publicidade, situação que contrasta com o debate vigoroso travado através do deputado estadual Coronel Lee. 

Ele se armou de argumentos até os dentes e não quer a construção de presídio modelo proposto pela Apac, ja com área da prefeitura definida na zona rural cascavelense. Na quinta e sexta últimas, o parlamentar de primeiro mandato fez reuniões com entidades como a própria associação pró apenados, o Conseg e lideranças da Acic Zona Norte, entre outras. O político se mantém irredutível, desconsiderando argumentos favoráveis até ao investimento numa casa de custódia. Lee se posiciona contrário ao que pleiteia o próprio comando geral da PM. A instituição concorda com melhorias no sistema. Conforme seus interlocutores, o deputado defende transferências de apenados Paraná afora, sempre que o xadrez estiver com gente saindo pelo ladrão.


Hora da verdade

O vereador Fernando Hallberg explica que o modelo de presídio proposto para Cascavel tem parceria com Município,  União e Estado. Segundo ele, o povo precisa perceber que paga mais de R$ 4 milhões mensais na manutenção do sistema prisional viciado e falido. O modelo proposto é viável, tem  custo reduzido e ressocialização de 90%. "Estamos convivendo com detentos retornando mais cedo às ruas, andando entre nós. E, o que é pior, servindo as facções criminosas", pontua Hallberg. No modelo da Apac, a massa carcerária não é reincidente nem considerada perigosa.

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