Cotidiano

Pátio do Detran tem veículos e motos que foram apreendidos há anos

01 mai 2019 às 11:04

Um pátio próprio, um terreno alugado e até mesmo áreas comuns e de estacionamento da 30ª Ciretran estão sendo utilizadas para abrigar carros e motos apreendidos. Apesar do processo para leilão ter sido simplificado há alguns anos, ainda há dificuldade de encontrar interessados em comprar alguns dos veículos; em outros casos, há trâmites burocráticos e judiciais que emperram a venda.

“No caso dos carros e motos com bloqueio judicial, por exemplo, a liberação depende de autorização da Justiça e com base no andamento dos processos. Isso é mais demorado e a perspectiva de que esses veículos vão a leilão é baixa”, explica o chefe da 30ª Ciretran, Jairo Broch.  Atualmente, o pátio do Detran em Francisco Beltrão possui mais de 300 motos e quase 400 carros. Destes, cerca de 25% possuem bloqueio judicial e foram apreendidos antes de 2016, quando passou a ser proibido levar veículos oriundos destes processos para a Ciretran. 

Segundo Jairo, cerca de 170 carros e motos são apreendidos por mês e levados ao Detran por estar com a documentação atrasada ou com multas, características irregulares ou se envolverem em acidente. Depois que chegam lá, os proprietários têm até três meses para se manifestar e retirar o veículo, caso contrário o órgão pode cadastrar para ir a leilão. E aí, a média é de seis meses até que o bem seja ofertado para venda – isso depois de uma vistoria definir se será comercializado para rodar, como sucata ou para reciclagem. No entanto, há veículos que não atraem o interesse dos compradores em nenhuma destas situações.

“Tem carro aqui que faz sete anos que está indo à leilão e não vende e como é um bem que está com o Estado, deve ser comercializado somente em leilões públicos”, diz Jairo. O próximo leilão está marcado para maio e 112 veículos de Francisco Beltrão devem ser ofertados. A circunscrição também irá receber uma empilhadeira para acomodar os carros. 


Dívida ativa
Existem também casos em que os custos administrativos e débitos do veículo não cobrem o valor ofertado nos leilões. Por exemplo, somente em diárias, um carro que fica seis meses no pátio acumula R$ 5 mil de dívida. Nas situações que o valor de venda é menor que o devido, o proprietário fica em dívida ativa e não consegue mais obter certidão negativa de débitos com o Estado, impossibilitado de abrir empresa ou assumir concurso público. 


Fonte: Jornal de Beltrão

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