Os trabalhadores do transporte coletivo de Londrina decidiram entrar em greve a partir do dia 4 de abril. A decisão foi tomada em duas assembleias realizadas durante a manhã e a tarde desta segunda-feira (25). Uma terceira assembleia, realizada nesta noite, também discutiu a possibilidade de paralisação.
De acordo com o Sindicato o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol), o motivo é a recusa da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) em assinar o acordo e a convenção coletivas. Os documentos estabelecem reajuste de 4% a título de abono salarial, participação nos lucros e outras garantias.
Em nota, a empresa afirmou que vai se manifestar quando for notificada oficialmente pelo Sinttrol sobre a paralisação. Ainda segundo o Sindicato, a Londrisul já assinou o acordo e a convenção coletivas da categoria.
Licitação paralisada
Em agosto do ano passado, o prefeito Marcelo Belinati (PP) decidiu fazer uma licitação para escolher novas empresas do transporte. Em dezembro, Belinati chegou a dizer que estava "acabando com um monopólio", em referência aos 60 anos de atividade Grande Londrina na cidade.
Em novembro, a empresa afirmou que não iria participar do edital por não concordar com os preços da tarifa e anunciou que encerraria as atividades na cidade em janeiro. Depois, voltou atrás e concordou em permanecer no serviço até julho ou até a conclusão da licitação - o que acontecer antes. A TCGL contestou itens do edital e pediu a suspensão da licitação no Tribunal de Contas, que vem emitindo decisões favoráveis à empresa.