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Combustíveis sobem nos postos e Governo investiga reajustes

Secretaria Nacional do Consumidor suspeita de combinação de preços entre postos e distribuidoras.
11 mar 2026 às 11:08
Por: Band

O Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar o aumento dos preços dos combustíveis nas bombas. A medida, tomada pelo Ministério da Justiça, busca apurar se postos e distribuidoras estão combinando reajustes e prejudicando a livre concorrência, uma vez que não houve aumento de preços nas refinarias da Petrobras.


Em São Paulo, motoristas já sentem o impacto no bolso. O preço da gasolina subiu cerca de 7 centavos por litro na última semana. No caso do óleo diesel, a alta foi mais acentuada, chegando a 50 centavos por litro em diversos postos paulistas.


Defasagem e importação de combustíveis

O cenário internacional, marcado por conflitos no Oriente Médio, é frequentemente citado como justificativa para os aumentos. No entanto, o Brasil importa apenas 7% da gasolina consumida internamente. Para a Petrobras, o momento é de cautela, mantendo os preços estáveis à espera de uma consolidação das cotações externas.


A situação do diesel é diferente, com uma dependência maior do mercado externo. Segundo análise de José Alberto Paiva Gouveia, do Sincopetro, o Brasil importa entre 25% e 30% do diesel consumido. Como a produção nacional supre apenas 75% da demanda, as distribuidoras realizam um "mix" de preços que reflete a cotação internacional.

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Orientação para o consumidor evitar abusos


O preço final na bomba é definido livremente pelos donos de postos após a compra dos combustíveis junto às distribuidoras. Sem um reajuste oficial da Petrobras, a fiscalização federal foca agora na transparência dessa formação de preços para evitar que o consumidor seja penalizado por especulações.


Para José Alberto Paiva Gouveia, a postura do consumidor é uma ferramenta de controle do mercado. Ele orienta que, ao encontrar valores considerados excessivos, o motorista deve procurar outro estabelecimento. A recomendação é que o consumidor ajude a regular o setor priorizando postos com preços competitivos.


A investigação do Cade deve analisar planilhas de custos de distribuidoras e postos em todo o país. O objetivo é identificar se a "desculpa da guerra" está sendo usada de forma artificial para elevar margens de lucro de maneira coordenada. O processo segue em análise pelos órgãos de defesa econômica.

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