Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Conselho regulamenta crédito para taxistas e motoristas de aplicativo

Nova regra mantém condições e garante continuidade do financiamento
15 set 2026 às 10:46
Por: Agência Brasil
Foto: Emerson Dias/ NCom

O Conselho Monetário Nacional (CMN) atualizou a regulamentação das linhas de crédito destinadas à compra de veículos novos por taxistas e motoristas de aplicativo. A mudança adequa as regras à Lei 15.503/2026, sancionada nesta segunda-feira (14), e garante a continuidade do programa Move Brasil, sem alterar as principais condições financeiras dos financiamentos.


A nova resolução substitui referências que ainda estavam vinculadas a medidas provisórias já revogadas e elimina o prazo de 120 dias que limitava a contratação das operações. Com isso, os financiamentos poderão continuar sendo contratados dentro do limite total de R$ 30 bilhões, desde que haja disponibilidade orçamentária e financeira.


Condições mantidas


A atualização preserva as principais condições oferecidas pelo programa. Entre elas estão:

  • Juros sobre os recursos: 2,5% ao ano;
  • Taxa para mulheres: 1,5% ao ano nas aquisições realizadas por mulheres;
  • Remuneração do BNDES: até 1,25% ao ano;
  • Remuneração das instituições financeiras: até 8,5% ao ano;
  • Prazo máximo: 84 meses;
  • Carência: até seis meses para o pagamento do principal;
  • Valor máximo do veículo financiado: R$ 200 mil;
  • Limite do programa: R$ 30 bilhões.

As operações continuam sendo realizadas por instituições financeiras habilitadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outras notícias

Brasil deve investir para zerar déficit em infraestrutura

Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

Move Brasil terá R$ 30 bilhões para crédito de veículos



Prazo deixa de valer


Uma das principais mudanças está relacionada ao prazo para contratação dos financiamentos.

A Medida Provisória 1.359/2026, que instituiu o Move Brasil, estabelecia um período de 120 dias para a realização das operações. Como esse prazo venceria na primeira quinzena de setembro, a regulamentação precisou ser ajustada após a aprovação da Lei 15.503/2026.


A nova lei não manteve a limitação de 120 dias. Por isso, o CMN retirou da regulamentação o dispositivo que vinculava as contratações a esse prazo.


Na prática, a alteração evita uma interrupção do programa e permite a continuidade das operações dentro do limite financeiro autorizado.


Custos entram no crédito


A nova regulamentação também deixa explícito que o financiamento pode incluir despesas relacionadas à constituição, ao registro e à averbação da alienação fiduciária.


Isso inclui, por exemplo, emolumentos cartorários, que são as taxas cobradas pelos cartórios para realizar determinados registros.


A inclusão desses custos reduz o valor que o trabalhador precisa desembolsar no início da contratação e pode facilitar o acesso ao financiamento, principalmente para profissionais com menor capacidade de poupança.


Quem pode financiar


O programa continua destinado a profissionais que trabalham com transporte remunerado individual de passageiros. São contemplados:


  • motoristas de aplicativo;
  • taxistas;
  • cooperativas de taxistas.

Para motoristas de aplicativo, uma das regras também foi alterada: o período mínimo de cadastro na plataforma de intermediação do serviço caiu de um ano para seis meses.


Além disso, permanece a possibilidade de destinar até 10% do valor total financiado à aquisição de itens de segurança voltados às necessidades de mulheres que trabalham no transporte de passageiros.


Base legal atualizada


A mudança ocorre porque a Lei 15.503/2026 consolidou medidas que anteriormente estavam previstas nas Medidas Provisórias 1.359, 1.363 e 1.366, todas de 2026.


Com a nova lei, ela passa a ser a base legal das linhas de financiamento destinadas à compra de veículos novos por esses profissionais. A atualização feita pelo CMN busca dar segurança jurídica ao programa e evitar que sua regulamentação continue fazendo referência a uma medida provisória que deixou de vigorar.


O CMN é formado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que preside o órgão; pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Previsão para a inflação de 2026 cai de 5% para 4,90%

Economia
Imagem de destaque

Mercado projeta corte da Selic para 13,75%

Economia

AliExpress: fim da 'taxa das blusinhas' aumento acesso de brasileiros

Economia

B3 cria caminho simplificado para empresas menores captarem recursos

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

“Foi premeditado”, afirma delegado sobre morte de jovem com 40 facadas

Cidade
Londrina e região

Moradora relata invasão a casa a 200 metros de local de feminicídio

Cidade
Londrina e região

Justiça converte prisão de suspeito de matar jovem em Londrina

Cidade
Londrina e região

Caso Thaissa: amigo relata estranhamento da jovem com o suspeito

Cidade
Londrina e região

INMET emite alerta amarelo de tempestade para Londrina

Podcasts

Podcast Arte do Sabor | EP 10 | Alimentação Consciente | Rafaela Gouveia

Podcast Conversa com Nassif | EP 19 | Dayane Lucas - Avaliação Psicológica nas Empresas

Podcast Falando de Gestão | EP 67 | Como Avaliar um Negócio | Charles Vezozzo