A economia brasileira cresceu 0,34% em agosto, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Apesar do avanço, ligeiramente acima das expectativas do mercado, os dados reforçam a tendência de desaceleração da atividade econômica no país.
O enfraquecimento é observado em diferentes setores, como indústria, comércio e serviços. No acumulado de 2026, a economia registra crescimento de 1,6%, impulsionado principalmente pelo desempenho dos primeiros meses do ano, que perdeu força ao longo do período.
As projeções indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) pode apresentar resultado negativo no terceiro trimestre.
Juros altos e endividamento das famílias
As medidas adotadas pelo governo para estimular o consumo vêm perdendo força diante das dificuldades para reduzir de forma mais expressiva as taxas de juros. Mesmo com os cortes recentes, os juros continuam em patamares elevados.
Nesse cenário, o comprometimento da renda mensal das famílias com o pagamento de dívidas chegou a quase 30%, atingindo um recorde histórico, conforme os dados citados.
O endividamento reduz o espaço disponível no orçamento das famílias para novas compras e pode limitar o consumo, um dos componentes importantes da atividade econômica.
Desafio fiscal para o governo
Outro fator de preocupação é o equilíbrio das contas públicas. A previsão orçamentária para o próximo ano inclui um aumento de R$ 70 bilhões nas despesas, ampliando o desafio de conciliar os gastos do governo com as metas fiscais.
O cenário reúne crescimento econômico mais moderado, juros elevados, famílias pressionadas pelas dívidas e dificuldades para equilibrar o orçamento público.