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"Não adianta pedir anistia antes do julgamento", diz Lula no Japão

Presidente comentou decisão do STF que tornou Jair Bolsonaro réu
27 mar 2025 às 10:22
Por: Agência Brasil
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na noite desta quarta-feira (26) – manhã de quinta-feira (27) no Japão –, que a Justiça brasileira está cumprindo seu dever no julgamento que aceitou a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, sobre a tentativa de golpe de Estado no país.


Mais cedo, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas pelos crimes de golpe de Estado e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.


"O que é correto é que a Suprema Corte está se baseando e se manifestando nos autos do processo, depois de meses e meses de investigação, muito bem feita pela Polícia Federal, muito bem feita pelo Ministério Público, e com muita delação de gente importante que está acusando o que tentou acontecer no Brasil", afirmou o presidente ao responder a pergunta de um jornalista durante coletiva de imprensa em Tóquio, onde o presidente cumpre agenda.


"É visível que o ex-presidente tentou dar um golpe no país. É visível, por todas as provas, que ele tentou contribuir para o meu assassinato, para o assassinato do vice-presidente e para o assassinato do ex-presidente da Justiça Eleitoral brasileira. Todo mundo sabe o que aconteceu nesse país", prosseguiu Lula. 


O presidente ainda criticou os pedidos de Bolsonaro e setores da oposição para conceder perdão de crimes que ainda estão em processo de julgamento.

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"Não adianta, agora, ele ficar fazendo bravata, dizendo que está sendo perseguido. Só ele sabe o que ele fez, sabe que não é correto. E não adianta ficar pedindo anistia antes do julgamento. Quando ele pede anistia antes do julgamento significa que está dizendo que foi culpado. Ele deveria provar a inocência dele porque não precisava pedir anistia", observou.


A entrevista coletiva em Tóquio foi o último compromisso do presidente no Japão, onde esteve em visita de Estado nos últimos dias, incluindo encontros com o primeiro-ministro Shigeru Ishiba, e com o imperador Nahurito. Agora, Lula segue para visita oficial ao Vietnã, antes de retornar ao Brasil.


Na declaração aos jornalistas, Lula destacou que esta foi "a visita mais importante" que ele já fez ao Japão desde a primeira, em 1975, quando ainda era sindicalista e participou de um congresso dos trabalhadores da Toyota. 


Lula reforçou que a viagem fortaleceu as convergências entre Brasil e Japão em temas como defesa da democracia e multilateralismo.


Avaliação da viagem

"Eu saio muito satisfeito. Essa visita ao Japão teve como objetivo primeiro estreitar a relação com o Japão no momento em que a democracia corre muito risco no mundo, em que setores de extrema-direita, negacionistas, têm ganhado corpo em várias parte do planeta Terra", disse Lula, ao emendar: 


"Foi importante porque temos que vencer o protecionismo e fazer o livre comércio crescer e porque queremos discutir mudança na governança mundial, sobretudo mudança no Conselho de Segurança da ONU, para que a gente tenha, no século 21, uma representação mais forte da geopolítica mundial."


Em 2025, Brasil e Japão celebram 130 anos de relações diplomáticas. A visita de Estado promovida pelo governo japonês costuma ocorrer, no máximo, uma vez por ano, mas não era realizada desde 2019, antes da pandemia.


Além dos encontros com as principais autoridade do país, Lula também participou de reuniões com empresários brasileiros e japoneses, com integrantes do movimento sindical, e pesquisadores brasileiros que vivem no Japão.

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