Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Cascavel
Londrina
Economia
Brasil

Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

Pacote inclui desoneração da gasolina e do etanol e subsídio ao diesel
10 set 2026 às 09:37
Por: Agência Brasil

As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.


O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.


“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.


Gasolina e etanol


Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.


Outras notícias

Banco Central muda regras para ofertas de empréstimos em 2027

Receita abre consulta a lote residual do Imposto de Renda

Portaria convoca instituições financeiras para 3ª fase do Desenrola

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.


As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.


Subsídio ao diesel


Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.


O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.


Custo total


Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.


Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.


Recursos


O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.


“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.


A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.


O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá contingenciar (congelar temporariamente) gastos não obrigatórios para cumprir as metas de superávit primário.


Alta do petróleo


Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.


“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.


O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.


O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.


Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.

Siga a Tarobá no Instagram

Veja também

Relacionadas

Cidade
Imagem de destaque

Curso gratuito de Portaria para Mulheres abre últimas vagas em Londrina

Economia
Imagem de destaque

Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bi

Economia

Perdão de dívidas e novo teto do MEI: entenda o que muda

Economia

Governo destina R$ 6,49 bilhões a setor de exportação

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Clientes denunciam agência de viagens por prejuízos de até R$ 100 mil

Cidade
Londrina e região

Temporal destelha imóveis e derruba árvores no Norte do Paraná

Cidade
Londrina e região

Corpo em decomposição é encontrado em casa no Paraná

Cidade
Cascavel e região

Professora é indiciada por maus-tratos contra criança em CMEI

Cidade
Londrina e região

Procon de Londrina orienta após denúncia contra agência de viagens

Podcasts

PodFala com a Tai | EP 24 | Nilton Nacario - Bastidores do sertanejo

Podcast Andorinha I EP 2 I Azeite: tipos e usos I Susan Cavallin

Podcast Em Foco | EP 8 I Comunicação em constante transformação I Lamartine Cortes