O anúncio do novo piso nacional do magistério para 2026, fixado em R$ 5.130,63, trouxe entusiasmo para a categoria, mas também gerou uma onda de desinformação nas redes sociais. Internautas afirmam que o reajuste — que representa um ganho real acima da inflação — "empurraria" os professores para fora da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), anulando parte do benefício financeiro.
No entanto, especialistas alertam: a afirmação é fake.
O erro central das postagens que circulam na internet é considerar o rendimento bruto como o valor tributável. De acordo com as regras da Receita Federal e as diretrizes de cálculo explicadas pelo economista do IBMEC, Gilberto Braga, em entrevista ao Band.com.br, o Imposto de Renda não incide sobre o salário total.
Para se chegar à chamada Base de Cálculo (BC), é necessário aplicar as deduções legais. O cálculo segue a fórmula: Rendimento Bruto – Deduções Legais = Base de Cálculo
Entre as deduções obrigatórias que reduzem o valor tributável estão:
- Contribuição previdenciária (INSS);
- Dependentes;
- Pensão alimentícia judicial;
- Previdência privada (quando aplicável).