O Distrito Federal e outros 15 estados alcançaram, no primeiro trimestre de 2026, um recorde histórico no rendimento médio mensal do trabalhador. Segundo a Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (14) pelo IBGE, a média nacional atingiu R$ 3.722, o maior valor desde o início da série em 2012.
O destaque absoluto foi o Distrito Federal, com rendimento médio de R$ 6.720 — valor 81% superior à média do país e exatamente três vezes maior que o do Maranhão (R$ 2.240), que detém o menor rendimento da federação. A liderança do DF é atribuída à forte presença do funcionalismo público.
Recordes de Rendimento por Unidade da Federação
Confira os estados que atingiram seus maiores patamares financeiros:
| Unidade da Federação | Rendimento Médio |
| Distrito Federal | R$ 6.720 |
| Santa Catarina | R$ 4.298 |
| Paraná | R$ 4.180 |
| Rio Grande do Sul | R$ 4.127 |
| Goiás | R$ 3.878 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 3.768 |
| Espírito Santo | R$ 3.708 |
| Minas Gerais | R$ 3.448 |
| Amapá | R$ 3.412 |
| Sergipe | R$ 3.031 |
| Rio Grande do Norte | R$ 2.953 |
| Paraíba | R$ 2.806 |
| Piauí | R$ 2.628 |
| Ceará | R$ 2.597 |
| Bahia | R$ 2.483 |
| Maranhão | R$ 2.240 |
Regionalmente, o Centro-Oeste (R$ 4.379), o Sul (R$ 4.193) e o Nordeste (R$ 2.616) também registraram recordes de rendimento no trimestre.
Cenário do Desemprego
A taxa de desocupação no Brasil fechou o trimestre em 6,1%, a menor para o período em toda a série histórica.
Santa Catarina destaca-se novamente com a menor taxa do país (2,7%), sendo o único estado abaixo de 3%. No extremo oposto, o Amapá registra o maior índice de desemprego, com 10%.
Nota Metodológica: O IBGE considera desocupadas apenas as pessoas que efetivamente procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à coleta de dados.