Todos os locais
Todos os locais

Selecione a região

Instagram Londrina
Instagram Cascavel
Economia
Brasil

Sobretaxa de 40% continua a ser entrave com EUA, apontam entidades

Indústria vê avanço parcial e cobra negociação para remover barreira
16 nov 2025 às 10:23
Por: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil - EBC

Apesar de indicar a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos, a retirada da tarifa de 10% para 238 produtos traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores. Segundo a maioria das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump.


A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Na avaliação das entidades, o Brasil precisará intensificar o diálogo diplomático para buscar a eliminação completa das tarifas extras e restaurar condições de competitividade no mercado norte-americano.


Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.


Indústria


As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

Outras notícias

IBGE: setor de serviços recua 1,2% em março

Caixa já renegociou R$ 820 milhões no novo Desenrola Brasil

Turismo no Paraná cresce 3,4% e fecha 2025 com estoque de 148 mil empregos


A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.


“É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, declarou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.


A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considera o corte um avanço limitado.


“É um passo importante, mas ainda insuficiente”, afirmou em comunicado o presidente Flávio Roscoe. A federação reforça que produtos importantes da pauta de exportação do estado, como carnes e café, continuam afetados.


Carne


A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) teve a reação mais favorável, destacando o retorno de previsibilidade ao comércio bilateral. Em nota, a associação afirmou que a redução “reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países.”


“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade.


“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec.


Segundo a entidade, a tarifação sobre a carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.


Café


O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábica do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.


No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.


“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Veja também

Relacionadas

Economia
Imagem de destaque

Caixa e BB liberam abono salarial para nascidos em maio e junho

Economia
Imagem de destaque

Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda

Economia

Lucro da Caixa cai 34% no primeiro trimestre com novas regras

Economia

Paraná e 15 estados têm rendimento do trabalhador recorde

Mais Lidas

Cidade
Londrina e região

Filha flagra marido tentando abusar da própria mãe em Londrina

Cidade
Londrina e região

Homem e cadela morrem atropelados na Avenida Higienópolis

Cidade
Londrina e região

Imagens mostram últimos segundos de idoso atropelado em Londrina

Cidade
Cascavel e região

Gestante morre no HUOP após grave acidente na PR-180 em Cascavel

Cidade
Londrina e região

Motorista inglês se confunde e causa acidente em Londrina

Podcasts

Curiosidades com Ana Andrade | EP 1 | Equilíbrio e Bem-Estar na Harmonização Facial | Dra. Lucyane Casagrande

Podcast O Construtor | EP 5 | DAJ Empreendimentos apresenta o The One: A revolução do Short Stay | Junior Neves e Marcus Araujo

Café com Edu Granado | EP 78 | Escola de Bombeiros | 1°Ten. Amaral, 2°Sgt. Vasconcelos, Cb. Orlandini

Tarobá © 2024 - Todos os direitos reservados.