O atacante Luighi, de 18 anos, foi vítima de racismo durante a partida entre Palmeiras e Cerro Porteño, pela Copa Libertadores Sub-20, na noite desta quinta-feira (7), no Paraguai. O jogador denunciou que torcedores do time adversário, no Estádio Gunther Vogel, em Assunção, cuspiram nele e o chamaram de "macaco". Imagens da transmissão da TV registraram um homem imitando um primata enquanto segurava uma criança no colo.
Abalado, Luighi desabafou em entrevista após a partida. "É sério isso? Fizeram racismo comigo. Até quando? O que fizeram comigo foi crime. Você vai perguntar sobre o jogo mesmo? A Conmebol vai fazer o que sobre isso? Você não ia perguntar sobre isso, né?", disse, visivelmente emocionado.
Os insultos começaram após o terceiro gol do Palmeiras, aos 35 minutos do segundo tempo. Apesar das denúncias dos jogadores ao árbitro, a partida seguiu normalmente até o final, com vitória alviverde por 3 a 0.
Em nota oficial, o Palmeiras repudiou o episódio e afirmou que tomará medidas para que os responsáveis sejam punidos. "Racismo é crime! E a impunidade é cúmplice dos covardes! As suas lágrimas, Luighi, são nossas!", declarou o clube.
A Conmebol limitou-se a afirmar que "rejeita o racismo" e que "medidas disciplinares apropriadas serão implementadas". Clubes rivais do Palmeiras, como Santos, São Paulo e Corinthians, também se manifestaram contra o ocorrido.