O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que estava escalado para apitar jogos durante a Copa do Mundo, mas teve sua entrada negada nos Estados Unidos, foi recebido como herói, nesta quarta-feira (10), no Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, na Somália.
Omar teve o visto negado, mesmo sendo eleito o árbitro do ano de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF). Ele contou que apresentou documentos da FIFA, fotos de sua carreira e que os agentes da imigração também fizeram pesquisas online sobre o seu trabalho como árbitro profissional.
Ainda assim, ele teve o visto negado. Em seguida, a FIFA retirou Omar Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo e afirmou que não tem poder para intervir no processo conduzido pelas autoridades do país.
Ábritro lamentou exclusão da Copa
Em entrevista ao jornal NY Times, Omar Abdulkadir Artan afirmou que possuía a documentação correta e tinha visto para entrar nos Estados Unidos, mas relatou ter sido entrevistado pela imigração durante 11 horas e que depois foi levado para uma cela até ser colocado em um voo de volta para Istambul, na Turquia.
“Estou muito, muito desapontado”, disse Omar Artan. “Sou apenas um árbitro tentando realizar meu sonho, o maior sonho da minha vida, que é vir à Copa do Mundo.”