André Carrillo chegou ao Corinthians em 2024, contratado junto ao Al-Qadsiah (Arábia Saudita). Mas antes de se transferir, o meio-campista peruano pediu conselhos a um nome bem conhecido da torcida corintiana: o compatriota Paolo Guerrero, atacante que defendeu o clube paulista entre 2012 e 2015.
“Conversei com ele e perguntei para ele as perguntas normais – sobre a cidade, o clube e tal. Ele me falou que há muito tempo já não jogava aqui, (mas) que o clube era fenomenal, que a torcida é incrível. Mas tem aquilo de ter muito jogo, muita viagem. Um desafio que todo mundo gosta”, afirmou Carrillo em entrevista apresentada na edição deste domingo (2) do Show do Esporte.
A torcida, aliás, valeu elogios especiais do jogador. “Uma loucura, única, o que faz essa torcida. Como a do Corinthians, acho que não tem nenhuma”, acrescentou.
Revelado pelo Alianza Lima em 2009, Carrillo teve longa trajetória no futebol português, atuando por seis temporadas no Sporting e no Benfica. Passou ainda pelo Watford (Inglaterra), antes de jogar por mais seis temporadas na Arábia Saudita. Entre 2022 e 2023, trabalhou no Al-Hilal com o técnico Ramón Díaz, que pediu ao a contratação do meio-campista tão logo chegou ao Corinthians.
Em pouco tempo, Carrillo já se sentia à vontade. “Eu estou contente de estar aqui, sinto que o grupo me recebeu muito bem. Claramente a torcida também me abraçou, e isso me ajudou a pegar confiança, para desenvolver dentro do campo”, disse o peruano, que chegou ao Corinthians poucos dias antes da contratação de Memphis Depay – o que acabou ofuscando sua própria chegada.
Problema? Não para ele. “Melhor assim, pela sombra, sem pressão”, brincou Carrillo. “Muita gente não acreditava em mim. Eu tinha certeza que a única forma de mudar isso era fazendo meu trabalho dentro de campo.”
O primeiro gol pelo Corinthians veio no empate por 1 a 1 diante do Universidad Central (Venezuela), pela Libertadores. O peruano disputa o torneio pela primeira vez, e espera ter condições de brigar pelo título com a equipe alvinegra.
“Eu nunca joguei Libertadores, é minha primeira vez. Sempre vi de fora e sei que é um torneio supercompetitivo, e que tem as melhores equipes da América do Sul. Por isso tem que ir passo a passo e trabalhar jogo por jogo”, analisou.
Para brigar por títulos, porém, Carrillo reconhece que o Corinthians precisa evoluir no setor defensivo. Em 14 jogos, o time sofreu 16 gols. Como evoluir no quesito?
“Se uma equipe quer ser campeã, se quer ganhar títulos, tem que sofrer menos gols. Atacar, atacar todo mundo. Defender, defender todo mundo”, afirmou. “A sorte que temos um plantel forte, em que todo mundo pode jogar, todo mundo vai jogar.”