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Copa 2026: a regra da Fifa nos uniformes para ajudar daltônicos

Fifa exige combinação obrigatória de cores claras e escuras para aumentar contraste visual em todas as partidas
09 jun 2026 às 13:33
Por: Band
rafaelribeirorio / CBF

A Copa do Mundo de 2026, que começa na próxima quinta-feira (11) no Estádio Azteca, no México, tem uma regra específica de uniformes para melhorar a experiência de torcedores com daltonismo.


A Fifa passou a exigir que as seleções apresentem combinações obrigatórias de kits claros e escuros, com alto contraste entre si em todas as partidas do torneio que será disputado em Canadá, Estados Unidos e México.


A exigência obrigatória para os times


O regulamento oficial da Copa do Mundo de 2026 estabelece que cada seleção deve registrar pelo menos dois conjuntos principais de jogo, com cores diferentes e bem contrastantes para camisa, calção e meião. Um dos uniformes precisa ser predominantemente escuro e o outro, predominantemente claro.


Além dos modelos de linha, o documento também determina regras específicas para os goleiros. Cada equipe deve indicar no mínimo três cores contrastantes para os uniformes da posição, que precisam se diferenciar claramente entre si e dos conjuntos usados pelos jogadores de linha em campo.

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O objetivo é evitar qualquer semelhança que possa confundir quem acompanha a partida, seja no estádio ou pela televisão, garantindo que cada seleção seja identificada com clareza durante os 90 minutos.


Facilitando a visão de daltônicos


Esse cuidado com os tons dos uniformes vai além da estética e se consolida como uma exigência de acessibilidade.


A Fifa prioriza confrontos entre um uniforme de cor escura e outro de cor clara justamente para acomodar torcedores e telespectadores que têm deficiências visuais ligadas à percepção de cores, como o daltonismo.


O regulamento de 2026 registra que a atribuição de contraste entre “kit escuro e kit claro” deve ser considerada “sempre que razoavelmente praticável”.


A ideia é reduzir situações em que, por exemplo, dois times com cores próximas possam parecer iguais ou muito similares para quem enxerga as cores de forma diferente.


Ao padronizar o contraste, a entidade busca oferecer mais conforto visual e inclusão na principal competição do futebol mundial, em linha com outras iniciativas de acessibilidade em estádios, transmissões e conteúdos digitais.


Como funciona a escolha de cores antes do jogo


O processo de definição das cores começa com antecedência. No máximo um mês antes do início da fase final, a Fifa informa às seleções quais uniformes deverão usar em cada partida da fase de grupos, já aplicando o critério de contraste entre claro e escuro.


A preferência é que as equipes atuem com seus uniformes de primeira escolha, mas nem sempre isso é possível.


Quando as cores dos dois times e da equipe de arbitragem podem gerar confusão visual, a Fifa aplica uma ordem de prioridade de 1 a 5 para resolver o conflito, que funciona assim:


Uniforme da Equipe A; Uniforme da Equipe B; Uniforme do goleiro da Equipe A; Uniforme do goleiro da Equipe B; Uniforme dos árbitros.


Se ainda assim o contraste não for considerado suficiente, a entidade reavalia a combinação na ordem inversa e pode determinar que uma ou ambas as seleções utilizem peças (camisa, calção ou meião) mescladas de seus uniformes principais e alternativos, sem se prender ao status de 'uniforme A' ou 'uniforme B'.


As cores definidas são confirmadas às associações participantes antes de cada duelo e revisadas pelo diretor da partida da Fifa na reunião de coordenação do jogo.


A decisão tomada nesse encontro é final e garante que, quando a bola rolar, a diferença visual entre as equipes esteja o mais nítida possível para todos os públicos, incluindo os daltônicos.


O que é proibido levar ao estádio


O Código de Conduta do Estádio prevê ainda uma lista extensa de objetos proibidos, que pode surpreender até mesmo torcedores acostumados a outros campeonatos.


Entre os itens vetados, chamam atenção dispositivos eletrônicos, instrumentos sonoros e objetos volumosos, considerados capazes de atrapalhar outros fãs ou comprometer a segurança do evento.


Guarda-chuvas grandes: modelos de maior porte, como guarda-chuvas de golfe ou de praia, não poderão passar pelos portões;


Drones: qualquer sistema de aeronave não tripulada ou controlada remotamente está banido do perímetro dos estádios;


Baterias extras: o público só pode entrar com um único power bank de uso pessoal por torcedor, sendo proibido levar múltiplos conjuntos de baterias ou carregadores;


Instrumentos barulhentos: objetos eletrônicos, mecânicos ou manuais que produzam sons muito altos não são permitidos. A lista inclui vuvuzelas, apitos, buzinas de ar, alto-falantes portáteis e até aquecedores para tambores.

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