A fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 chegou ao fim estabelecendo o primeiro desenho de forças para a etapa decisiva do torneio. Apenas três seleções conseguiram fechar a rodada inicial mantendo 100% de aproveitamento nos gramados. França, Argentina e México venceram todos os seus três compromissos, somaram nove pontos e carimbaram o passaporte para o mata-mata consolidadas no topo do ranking de favoritismo ao título.
A liderança geral da competição ficou com a seleção da França. Os atuais vice-campeões mundiais balançaram as redes dez vezes e sofreram apenas dois gols, encerrando a primeira fase com um saldo positivo de oito gols — a marca mais eficiente de todo o campeonato. A Argentina garantiu a segunda colocação geral, enquanto os donos da casa, o México, completaram o trio de campanhas perfeitas.
O desempenho dos três líderes gerais
França (1º lugar geral): Confirmou o favoritismo técnico no grupo ao bater com autoridade as seleções de Senegal, Iraque e Noruega. Apresentou o ataque mais produtivo do torneio até aqui.
Argentina (2º lugar geral): Construiu uma trajetória sólida e linear. Superou os desafios contra Argélia, Áustria e Jordânia, marcando oito gols e sofrendo apenas um. Lionel Messi comandou as ações criativas da equipe e chega embalado para a fase eliminatória.
México (3º lugar geral): Impulsionado pelo apoio massivo de sua torcida, o time mexicano derrotou as seleções da África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca. O grande mérito da equipe foi a consistência do sistema defensivo, avançando à próxima fase sem sofrer um único gol.
África faz história com 90% de aproveitamento
Além dos líderes estatísticos, o grande fato marcante desta primeira fase da Copa do Mundo foi o desempenho histórico do continente africano. Das dez seleções da África que conquistaram vaga para o Mundial expandido de 2026, nove avançaram com sucesso para a fase de 16 avos de final, registrando um aproveitamento recorde de 90%.
Garantiram vaga no mata-mata as seleções da África do Sul, Marrocos, Costa do Marfim, Cabo Verde, Egito, República Democrática do Congo, Gana, Senegal e Argélia. A única baixa do continente na rodada de abertura foi a Tunísia, que acabou eliminada precocemente. Com nove representantes vivos, o futebol africano entra na fase decisiva com forte presença geopolítica e chances reais de surpreender os gigantes tradicionais em diferentes lados da chave de mata-mata.