O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, teve seu nome envolvido em uma nova polêmica de governança e transparência nesta terça-feira (13). De acordo com informações reveladas pelo jornal britânico The Telegraph, o dirigente é acusado de violar os estatutos internos da entidade máxima do futebol ao receber um salário secreto de £ 1,3 milhão (aproximadamente R$ 8 milhões), valor que teria sido omitido dos relatórios financeiros oficiais apresentados ao público.
Segundo a reportagem, a quantia não declarada foi paga no exercício de 2024 por meio da FWC2026 US Inc., uma subsidiária criada para a organização da Copa do Mundo. Documentos do Serviço de Receita Interna dos Estados Unidos indicam que a remuneração oculta se somou aos ganhos já declarados do dirigente, que giram em torno de 4,7 milhões de francos suíços (cerca de R$ 26 milhões), além de adicionais por benefícios contratuais.
Em declarações ao jornal The Times, o ex-presidente do comitê de governança da entidade, Miguel Maduro, afirmou que a prática representa uma quebra das diretrizes de transparência impostas pela Fifa, cobrando a abertura de investigações formais. Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria da entidade defendeu a legalidade dos repasses e declarou que toda a remuneração de Gianni Infantino é estipulada por um subcomitê responsável e devidamente reportada às autoridades fiscais norte-americanas.