Esportes

Rogério Caboclo confirma a candidatura no São Paulo

10 ago 2026 às 13:46

O ex-presidente da CBF, Rogério Caboclo, oficializou nesta segunda-feira (10) que disputará a presidência do São Paulo Futebol Clube. O dirigente colocou seu nome no pleito para o mandato que engloba o período de 2027 a 2030, liderando um movimento de oposição à gestão de Harry Massis Júnior.


A articulação ganhou força nas últimas semanas após negociações com diferentes alas e grupos políticos do Conselho Deliberativo do clube. Para formalizar o registro da chapa junto à comissão eleitoral, Caboclo precisará recolher as assinaturas de apoio de pelo menos 55 conselheiros. O pleito está agendado para a primeira quinzena de dezembro.


Trajetória no clube e carreira no futebol


Sócio do Tricolor desde 1990 e conselheiro vitalício desde 1998, Caboclo possui histórico na administração do São Paulo. Ele atuou como diretor-adjunto de Marketing e assumiu a Diretoria Financeira do clube entre 2000 e 2002.


Fora do Morumbi, construiu carreira na gestão esportiva ocupando posições na Federação Paulista de Futebol (FPF) e exercendo o cargo de CEO e, posteriormente, de presidente da CBF. Também atuou no Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, chefiou a delegação da Seleção Brasileira no Mundial da Rússia em 2018 e integrou comitês da Fifa e da Conmebol.


Em nota oficial encaminhada à imprensa, o candidato citou os resultados financeiros obtidos em suas passagens pelo clube e pela confederação, além de conquistas como a implantação da Central Única do VAR, investimentos no futebol feminino e protocolos sanitários durante a pandemia.


Pilares da candidatura e situação jurídica


O plano de gestão formulado pela candidatura será dividido em cinco eixos centrais: governança, finanças, futebol profissional, categorias de base e clube social. As propostas incluem:


  • Reorganização do perfil da dívida do clube e responsabilidade orçamentária;

  • Fortalecimento dos mecanismos de compliance e gestão de riscos;

  • Uso de tecnologia e inteligência de mercado no departamento de futebol e nas divisões de base.


A nota divulgada pela assessoria do dirigente abordou ainda os desdobramentos das acusações enfrentadas por ele durante a passagem pela CBF. O comunicado ressalta que as denúncias foram examinadas pelo Poder Judiciário sem resultar em condenação criminal.


Segundo o texto, um dos casos foi encerrado por meio de transação penal aprovada pela Justiça — sem presunção de culpa —, com destinação de R$ 100 mil a ONGs de combate à violência contra a mulher e de proteção animal, enquanto os demais procedimentos foram arquivados.

Veja Também