Paraná

Ciclone Bomba atinge o Sul do País; Simepar esclarece quais os riscos no Paraná

14 set 2020 às 09:13

“Ciclone bomba no Paraná?” foi assim que começou a publicação sobre do meteorologista do Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, Samuel Braun nesta segunda-feira (14).

Ele explicou que o sistema de baixa pressão se forma sobre o Oceano, na altura do Rio Grande do Sul e Uruguai, e se afasta para o mar ao longo do dia. Esse sistema vem associado a uma frente fria e até deve provocar alguma chuva, mas ninguém precisa se assustar ou começar a se preparar para o pior.

“As chuvas devem ser isoladas, e apenas em algumas partes do estado, como a região sul, perto de Santa Catarina. Mas ela não deve ser em grande volume não, estamos prevendo cerca de 5mm. Vai ser diferente daquele 30 de junho”, aponta Braun.

Segundo o meteorologista, o principal impacto no Paraná pode ser com relação aos ventos, que mudam de direção ao longo do dia. “A expectativa é que tenhamos rajadas mais fortes na região do litoral, entre os 50 km/h, com no máximo 60 km/h.

Ciclone extratropical
Os ciclones extratropicais são áreas de baixa pressão atmosférica e são muito comuns na América do Sul. Em geral, estão associados a frentes frias.

Ciclone Bomba em 30 de junho
Em 30 de junho deste ano foi registrado um Ciclone Bomba que deixou 4 pessoas mortas na região sul do país. Foram 3 mortes em Santa Catarina e uma no Rio grande do Sul. Além disso, no Paraná, milhares de pessoas foram afetadas. Em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, por exemplo, mais de 500 mil casas ficaram sem energia elétrica. 

Segundo a Defesa Civil, 2.681 pessoas foram afetadas, 583 casas foram danificadas e 77 pessoas ficaram desalojadas. Em algumas regiões do estado, as rajadas de vento chegaram próximo a 120 km/h. 

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