Paraná

Debate no Paraná é marcado por embate entre Requião e Sandro Alex

10 ago 2026 às 12:19

O debate entre os candidatos ao Governo do Paraná, realizado na noite deste domingo (9), foi marcado pelo confronto entre Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD). Os dois trocaram acusações e divergiram sobre alianças políticas, obras de infraestrutura, Porto de Paranaguá, educação, segurança e privatização da Copel.


Ausência de Sergio Moro


A ausência de Sergio Moro, que decidiu não participar do debate, fez com que os dois candidatos concentrassem as principais críticas um no outro e citassem pouco o senador.


Durante o encontro, Requião Filho chamou Sandro Alex de "quarta opção" de Ratinho Junior e de "vice" de Rafael Greca, em referência à aliança entre Greca, do MDB, e o grupo político do governador Ratinho Junior.

Sandro Alex adotou um discurso alinhado ao atual governo e afirmou que disputas políticas em Brasília não devem interferir no desenvolvimento do Paraná.


O candidato também se apresentou como político de direita, com "valores inegociáveis", e declarou ser contrário ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um dos momentos de confronto, chamou Requião Filho de "ventilador de mentiras" e afirmou que o adversário defenderia um "modelo Venezuela" de governo.


Ao responder sobre os impactos da redução do IPVA para os municípios, Sandro Alex chegou a se referir a Requião Filho como "governador".


Porto, educação e segurança


O Porto de Paranaguá foi um dos principais assuntos do primeiro bloco. O tema apareceu em perguntas e respostas relacionadas ao futuro da infraestrutura e da economia do Estado.


No segundo bloco, Sandro Alex afirmou que o Paraná tem "a melhor educação do país". Requião Filho contestou a declaração e também criticou a situação da segurança pública, incluindo a carreira dos policiais.


O candidato do PDT ainda afirmou que existem números subnotificados de violência no Estado.

Ao falar sobre violência contra a mulher, Requião Filho avaliou que os índices poderiam ser menores e afirmou que o governo estadual, por questões ideológicas, não teria assinado um pacto com o Governo Federal.


Obras, licitações e Copel


Em outro momento do debate, Requião Filho questionou Sandro Alex sobre denúncias de possíveis fraudes e desvios em licitações investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado.


Sandro Alex classificou a acusação como infundada e defendeu os investimentos realizados em infraestrutura. Ele citou, entre as obras, a Ponte de Guaratuba, construída durante o período em que ocupou o cargo de secretário estadual de Infraestrutura, e afirmou que novos projetos serão realizados caso seja eleito.


No terceiro bloco, Requião Filho voltou a criticar a privatização da Copel. O candidato afirmou que as contas de energia elétrica do Paraná estão entre as mais caras do país e classificou o serviço como de baixa qualidade.


Sandro Alex atribuiu parte do aumento das tarifas ao Governo Federal.


Requião Filho também questionou obras citadas pelo adversário e afirmou que teria "dificuldade imensa" em paralisar projetos que, segundo ele, não existem. O candidato ainda disse que iniciativas como a ponte de Foz do Iguaçu foram viabilizadas com recursos federais.


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