Paraná

Homem que matou e estuprou freira no PR pode pegar 50 anos

28 fev 2026 às 10:15

“Somadas, as penas em abstrato previstas no Código Penal para os quatro crimes, o acusado pode ser condenado a uma pena que ultrapasse os cinquenta anos de reclusão.” A afirmação é do delegado Hugo Santos Fonseca, responsável pela investigação do assassinato da freira Nádia Gavanski, de 82 anos.


O crime aconteceu no último sábado, em Ivaí, na região central do Paraná. O homem foi indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio.


Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito pula o muro do convento antes de invadir o local. Segundo o laudo pericial, foram identificados sinais de violência física e sexual contra a vítima.


A Polícia Civil concluiu o inquérito e encaminhou o caso ao Ministério Público, que deve oferecer denúncia à Justiça. O caso causou grande comoção na cidade, onde a freira era conhecida pelo trabalho religioso e social desenvolvido junto à comunidade.


Se condenado por todos os crimes, o acusado poderá cumprir pena que ultrapassa 50 anos de prisão.


O homem  foi preso em flagrante após invadir um convento e assassinar a freira Nadia, de 82 anos, no último sábado (21), no interior do Paraná. Em depoimento, o suspeito afirmou ter consumido crack e álcool antes de pular o muro da propriedade, alegando que ouviu vozes que o ordenaram a cometer o crime. Ao ser confrontado pela religiosa, ele a empurrou e a asfixiou até a morte para silenciar seus pedidos de ajuda.


Após o homicídio, o agressor tentou se passar por funcionário do local e abordou uma fotógrafa que trabalhava em um evento no monastério, afirmando ter encontrado a vítima caída. A profissional desconfiou do nervosismo e das manchas de sangue nas roupas do homem e registrou imagens da interação de forma discreta. Essas fotos foram fundamentais para que a Polícia Militar identificasse o suspeito, que já possuía antecedentes por roubo e furto.


O homem fugiu enquanto a vítima era socorrida, mas foi localizado pelas equipes policiais em sua residência. Durante a abordagem, ele agrediu os agentes com socos e chutes antes de ser contido e confessar a autoria do crime. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário e responderá pelo assassinato da religiosa, que foi atacada enquanto seguia sua rotina diária de alimentar os animais do convento.

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