A Justiça do Paraná determinou a soltura do soldado da Polícia Militar Marcionílio Sancho Cambuhy Junior, preso em flagrante durante operação do Gaeco em Curitiba. A decisão foi concedida nesta sexta-feira (17), por meio de habeas corpus.
O policial havia sido preso no dia 7 de abril, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Hauer.
Segundo o Tribunal de Justiça, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, como recolhimento domiciliar noturno, apresentação mensal à Justiça e proibição de deixar a comarca sem autorização.
Decisão aponta falta de gravidade para prisão
Na decisão, o desembargador relator entendeu que a apreensão de munições na casa do policial, que também atua como instrutor de tiro, não apresenta, neste momento, gravidade suficiente para justificar a prisão preventiva.
O magistrado destacou que a prisão é medida excepcional e deve ser aplicada apenas quando há necessidade comprovada.
Relembre o caso
O soldado foi preso durante operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga possíveis crimes envolvendo policiais militares.
Durante a ação, equipes do Gaeco e da Corregedoria encontraram dezenas de munições de diferentes calibres e duas granadas na residência do policial. Segundo a corporação, o próprio militar indicou onde o material estava guardado.
Ele afirmou que os itens seriam oriundos de treinamentos com agentes de outra instituição.
Defesa contesta acusação
A defesa do policial sustenta que ele atua como instrutor de tiro e que o material apreendido é compatível com a atividade profissional.
O advogado afirma que a legalidade dos itens será comprovada ao longo do processo.
Operação investiga outros crimes
A operação do Gaeco também apura suspeitas de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica envolvendo outros policiais militares.
Mandados de busca foram cumpridos em residências e em uma unidade da Polícia Militar em Curitiba.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, munições, dinheiro em espécie e até drogas, além de simulacros de arma de fogo.
O caso segue em investigação.