A Polícia Civil do Paraná (PCPR) encaminhou à delegacia, nesta quarta-feira (4), um homem de 32 anos suspeito de exercer ilegalmente a medicina em um hospital do bairro Jardim Arapongas, em Castro, nos Campos Gerais do estado.
Abordagem em hospital e material apreendido
Uma equipe da PCPR, com apoio da Vigilância Sanitária municipal, foi até a unidade de saúde após receber denúncia sobre possível exercício irregular da profissão. No local, os policiais encontraram o suspeito usando jaleco com seu nome e a inscrição "médico".
Segundo a corporação, os agentes também apreenderam com o homem um carimbo em nome de outro profissional registrado como médico. O material será analisado para apurar se foi utilizado em atendimentos ou documentos clínicos.
Sem registro no CRM e sem vínculo de estágio
De acordo com o delegado da PCPR Marcondes Alves Ribeiro, ao ser questionado, o suspeito afirmou que atuava apenas como estagiário e admitiu não ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRM).
"As investigações apontaram que o indivíduo não possui formação em medicina no Brasil e não apresentou comprovantes de vínculo com instituições de ensino que justificassem a condição de estagiário", explica o delegado.
Durante a apuração, os investigadores localizaram fotografias em que o homem aparece, segundo a polícia, realizando atividades privativas de médicos regularmente inscritos no conselho profissional.
Termo circunstanciado e resposta em liberdade
Os policiais conduziram o suspeito à unidade policial, onde lavraram um Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP) pelo crime de exercício ilegal da medicina. Após assinar termo de compromisso de comparecer em audiência judicial, ele foi liberado para responder ao processo em liberdade.
PCPR pede apoio da população
A PCPR reforça que continua apurando casos de exercício ilegal de profissão e delitos contra a saúde pública. A corporação solicita que a população colabore com informações que possam auxiliar nas investigações.
As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR, ou 181, do Disque-Denúncia.