O Governo do Paraná iniciou uma série de ações preventivas para enfrentar possíveis impactos do fenômeno El Niño no Paraná, previsto para influenciar o clima no segundo semestre de 2026.
A preocupação principal envolve municípios com histórico de enchentes, alagamentos e deslizamentos.
As medidas foram discutidas em uma reunião entre a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef).
Segundo o coordenador executivo da Defesa Civil Estadual, coronel Ivan Fernandes, o objetivo é reforçar ações preventivas e melhorar a resposta aos municípios em situações de emergência.
Entre as medidas discutidas estão:
- limpeza de galerias pluviais;
- atualização dos planos de contingência;
- identificação de famílias vulneráveis;
- reforço da estrutura de abrigos emergenciais.
Atualmente, o Paraná possui 1.353 abrigos cadastrados nos 399 municípios. Os espaços incluem escolas, ginásios e estruturas públicas que podem ser utilizadas em situações de calamidade.
A secretária do Desenvolvimento Social e Família em exercício, Luiza Simonelli, destacou que a integração entre Defesa Civil e assistência social deve agilizar o atendimento às famílias afetadas por eventos climáticos extremos.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) acompanha semanalmente a evolução do El Niño, que pode provocar alterações climáticas importantes durante o inverno deste ano.
Além das ações preventivas, o Estado também realizou simulados de desastres em cidades do Litoral e anunciou investimentos em obras de drenagem e infraestrutura para reduzir riscos de enchentes.