Paraná

MPPR denuncia quatro PMs por suspeita de roubo durante serviço

24 ago 2026 às 11:35

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba na última quinta-feira (20).


Segundo as investigações, o crime teria ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os quatro policiais faziam parte da equipe de uma viatura que abordou um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-376.


Conforme a denúncia, os agentes teriam utilizado armas de fogo e grave ameaça para obrigar o motorista a conduzir o caminhão até um local ermo. A vítima teria sido mantida sob restrição de liberdade e teve aparelhos celulares levados pelos policiais, supostamente para benefício próprio.


Ainda segundo o MPPR, não houve registro oficial da abordagem nem apreensão formal dos objetos, o que, de acordo com a investigação, afastaria qualquer justificativa legal para a ação.


Os policiais foram denunciados pelo crime de roubo qualificado, previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da denúncia, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares impostas aos investigados em fevereiro deste ano.


Os quatro permanecem afastados das atividades operacionais e estão proibidos de utilizar fardamento e armas, tanto da corporação quanto particulares. Também não podem acessar sistemas de investigação policial nem deixar a comarca sem autorização judicial. Eles ainda devem comparecer aos atos do processo.


Além da eventual condenação criminal, o Ministério Público pediu que seja estabelecido um valor mínimo de R$ 50 mil para indenização por danos morais à vítima.


O Gaeco também solicitou o compartilhamento das informações com a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná para a apuração administrativa dos fatos e de possíveis outros crimes identificados durante o processo.


Os policiais passam a responder formalmente à ação penal, mas a denúncia ainda será submetida ao contraditório e à ampla defesa, cabendo à Justiça analisar as acusações ao longo do processo.

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