Paraná

Mulher faz sinal de socorro e ex é preso por agressão no PR

06 ago 2026 às 12:42

Uma mulher conseguiu escapar de uma situação de violência doméstica ao utilizar o sinal universal de socorro enquanto caminhava ao lado do ex-companheiro em uma rua de Pitanga, na região central do Paraná.


O gesto foi percebido por um motorista que passava pelo local. Ao reconhecer o pedido silencioso de ajuda, ele parou o veículo, conversou com a vítima e a levou até a delegacia. O homem que a acompanhava também entrou no carro e, ao chegarem à unidade policial, acabou preso em flagrante.


Câmeras registraram o pedido silencioso de ajuda


Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher caminha pela rua ao lado do ex-companheiro e faz o gesto com uma das mãos atrás do corpo.


O motorista contou que identificou o sinal porque já havia visto campanhas sobre o assunto nas redes sociais.


Segundo ele, ao perceber o gesto, decidiu parar para entender a situação e oferecer ajuda.


Vítima apresentava ferimentos, diz Polícia Civil


De acordo com a Polícia Civil, a mulher apresentava ferimentos e relatou ter sido agredida pelo ex-companheiro antes de ser obrigada a caminhar com ele até a casa do atual parceiro.


Durante o trajeto, ela aproveitou um momento de distração do agressor para fazer o sinal universal de socorro, sem despertar suspeitas.


Na delegacia, após ouvir a vítima, os policiais efetuaram a prisão em flagrante do suspeito por violência doméstica.


O que significa o sinal universal de socorro?


O sinal universal de socorro foi criado para permitir que vítimas de violência peçam ajuda de forma discreta.

O gesto consiste em:


  • Mostrar a palma da mão;
  • Dobrar o polegar para dentro da palma;
  • Fechar os quatro dedos sobre o polegar.

A recomendação é que, ao identificar esse sinal, a pessoa procure oferecer ajuda de forma segura e acione imediatamente a polícia ou os serviços de emergência.


Suspeito foi solto após audiência de custódia


Depois da prisão em flagrante, o homem passou por audiência de custódia e teve a liberdade concedida para responder ao processo.


Segundo a Polícia Civil, o Ministério Público sugeriu que a soltura estivesse condicionada ao pagamento de fiança e à aplicação de medida protetiva em favor da vítima.


No entanto, a Justiça não impôs essas medidas após a mulher informar que não considerava necessária a proteção judicial. O delegado responsável pelo caso informou que pretende ouvi-la novamente para verificar se ela pode ter sofrido algum tipo de coação ao dispensar a medida protetiva.


A investigação segue em andamento na delegacia de Pitanga.



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