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Paraná inicia capacitação de policiais para utilização dos armamentos não letais

As instruções começaram na sede da Polícia Militar nesta segunda-feira (26) e ocorrerão no mesmo local também no dia 28.
27 mai 2025 às 12:05
Por: Agência Estadual de Notícias
Anderson Martins/SESP

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná começou a capacitar suas forças policiais nesta semana para utilizarem as 1,4 mil armas não letais mais modernas da América Latina (Taser 10), entregues pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior na última sexta-feira (23). Mil armamentos serão usados pela Polícia Militar, 300 pela Polícia Civil, 98 pela Polícia Penal e 2 pela Polícia Científica.


As instruções começaram na sede da Polícia Militar nesta segunda-feira (26) e ocorrerão no mesmo local também no dia 28. Nesses dois dias serão formados 24 instrutores. Também serão treinados mais 12 policiais na escola superior da Polícia Civil no dia 27, sendo oito da Polícia Civil e quatro da Polícia Penal. O treinamento é dado pela própria empresa fabricante do armamento, a norte-americana Axon.


Após a capacitação, esses policiais serão multiplicadores das técnicas para utilizar a arma mais moderna do mercado e que apresenta menor risco de ferimentos em ocorrências. O Paraná é o único estado do País dotado desse armamento em suas forças de segurança. 


TREINAMENTO – As armas adquiridas pelo Paraná contam com quatro tipos de câmaras (locais que armazenam os cartuchos nas armas), cada uma com uma função específica. As câmaras pretas são as usadas nas operações reais, com carga elétrica. Já as vermelhas tornam a arma inerte e servem para ambientar os policiais ao equipamento.


Para treinamentos, há dois modelos: a roxa, que permite a simulação sem disparo, e a azul, que realiza disparo com velcro, mas sem descarga elétrica. Esse conjunto possibilita um treinamento completo, seguro e realista para os agentes.

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Para aprimorar ainda mais a capacitação, o Governo do Paraná também adquiriu três kits completos de realidade virtual, compostos por óculos imersivos, tablets e controladores específicos. A tecnologia está sendo utilizada nos centros de formação e simula, de maneira realista, situações de risco, abordagens, negociações e decisões rápidas, promovendo mais preparo e segurança nas operações do dia a dia.


As armas também contam com tecnologia embarcada que registra automaticamente os usos – tanto em operações quanto em treinamentos. As informações são armazenadas na nuvem em um sistema específico do equipamento.


EFICIÊNCIA – A arma não letal é um recurso eficiente para situações de baixa risco ou em que o policial precisa lidar com múltiplas ameaças. Quando disparada, a arma emite pulsos elétricos, causando a imobilização do indivíduo.


A arma conta com lanterna embutida e laser verde de alta visibilidade, inclusive em ambientes iluminados. Ainda tem um alerta sonoro e visual antes do disparo, o que muitas vezes já é suficiente para conter a situação sem o uso da força. O disparo ocorre em dois estágios: primeiro, um dardo com fio é lançado sem carga elétrica; após cinco segundos, o segundo cartucho libera a corrente elétrica que promove a incapacitação muscular.


A capacidade da arma é um dos diferenciais em relação aos outros modelos. Cada arma carrega dez cartuchos, que são uma espécie de dardo metálico, permitindo atuação em até três alvos distintos. Antigamente, as armas tinham uma capacidade de apenas dois dardos.


A corrente elétrica gerada pela arma é de 1,2 miliampere (mA) – quantidade considerada segura e de baixo risco à vida. Para efeito de comparação, uma tomada comum possui corrente nominal de 10 amperes (A). A tecnologia atua diretamente no sistema nervoso sensorial e motor, provocando a perda momentânea de controle muscular.


Outro diferencial do modelo é que ele pode ser usado inclusive em curta distância, como em eventuais confrontos físicos, algo que outras tecnologias similares não permitem.


Um levantamento da Wake Forest University (universidade norte-americana), com 1.201 casos analisados, apontou que 99,75% dos usos em campo não resultaram em ferimentos significativos. Outra pesquisa, publicada no Journal of Forensic and Legal Medicine (publicação europeia), mostrou que a simples exibição do equipamento foi suficiente para evitar o disparo em 82% dos casos.

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