Paraná

PCPR e PRF deflagram operação contra quadrilha de roubos de cargas na BR-116

03 ago 2026 às 07:47

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagraram, na manhã desta segunda-feira (3), a segunda fase de uma operação contra uma organização criminosa especializada em roubos de cargas na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). Ao todo, estão sendo cumpridas 23 ordens judiciais, sendo 11 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão.


As ações ocorrem nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré.


De acordo com o delegado André Feltes, a investigação teve início em janeiro de 2025 e revelou a atuação do grupo em aproximadamente 20 roubos de cargas cometidos entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, tanto na Região Metropolitana de Curitiba quanto em rodovias do Estado de São Paulo.


A primeira fase da operação foi realizada em maio de 2025, quando parte da organização foi desarticulada. Com o avanço das investigações, novos integrantes foram identificados e tiveram a participação nos crimes individualizada.


Entre os alvos desta segunda fase estão dois homens presos em flagrante em janeiro deste ano, após participarem do roubo de um caminhão na BR-116, em Campina Grande do Sul. A ação criminosa terminou com um grave acidente que provocou a morte de seis ocupantes de uma van. Os dois permanecem presos e tiveram os mandados de prisão temporária cumpridos na unidade prisional.


Segundo a Polícia Civil, a quadrilha agia de forma organizada, utilizando veículos com sinais identificadores adulterados para dificultar a identificação e um caminhão destinado exclusivamente ao transbordo das cargas roubadas em áreas rurais próximas à rodovia.


As investigações também apontaram que os criminosos empregavam extrema violência durante os assaltos. Conforme apurado, eles emparelhavam os veículos com caminhões em movimento e efetuavam disparos contra os para-brisas para obrigar os motoristas a parar. Em seguida, rendiam as vítimas e levavam as cargas.


O trabalho conjunto entre a PCPR e a PRF envolveu o cruzamento de informações de inteligência, análise de imagens de câmeras de monitoramento e de praças de pedágio, permitindo identificar a dinâmica da organização, suas rotas de fuga e os locais utilizados como bases operacionais.


Os investigados poderão responder pelos crimes de roubo circunstanciado, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e organização criminosa.

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