Uma pesquisa recente realizada pela Quaest revela que a maioria dos eleitores do Sul do país não confia nas urnas eletrônicas. Segundo o estudo, a região apresenta um empate técnico: 48% da população confia no equipamento e outros 48% manifestam descrédito. Em todo o Brasil, os números são um pouco diferentes: 53% das pessoas acreditam nas urnas, enquanto 43% não acreditam. Especialistas em Direito Eleitoral apontam que essa oscilação na percepção pública está diretamente ligada a crises institucionais e posicionamentos ideológicos, e não a falhas técnicas comprovadas no sistema.
O professor de Direito Eleitoral, Nilso Paulo da Silva, esclarece que a urna eletrônica é utilizada há mais de 30 anos no Brasil sem nenhum registro de fraude confirmado. O especialista reforça que o modelo anterior, baseado em cédulas de papel, apresentava fragilidades significativas e ocorrências frequentes de manipulação de votos. Segundo o professor, o sistema eletrônico passa por testes rigorosos de segurança, e a transparência constante é o principal mecanismo para combater a desinformação e esclarecer o funcionamento do processo aos cidadãos.
A Justiça Eleitoral mantém canais abertos para que a sociedade acompanhe as auditorias e as etapas de lacração dos sistemas antes de cada pleito. Para os especialistas, o fortalecimento da confiança depende de um processo contínuo de educação e acesso à informação clara sobre as barreiras digitais que protegem o voto.