Paraná

Reunião com especialistas debate enfrentamento da Covid-19

17 jul 2020 às 20:22

O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, e a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da secretaria, Acácia Nasr, participaram de reunião com médicos especialistas nesta sexta-feira (17). Foi mais um dos frequentes encontros em que são apresentados estudos, considerações, sugestões e discutidas informações que norteiam as decisões da secretaria estadual.

Beto Preto ouviu as opiniões sobre medicamentos, gestão dos leitos, situação das unidades hospitalares, assim como as preocupações dos médicos que atuam nos hospitais da capital paranaense e que são referência nas áreas de infectologia, medicina intensiva, epidemiologia, pediatria em hospitais que atuam com pacientes do SUS e particulares.

“Nossas preocupações, nossas angústias convergem, entendemos que mesmo que amplie leitos e equipamentos os recursos são finitos”, disse o secretário.

RECOMENDAÇÕES - O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clóvis Arns da Cunha, alertou sobre o uso de medicamentos que não tenham evidência científica comprovada, como é o caso da hidroxicloroquina, cloroquina e ivermectina.

“Sugerimos ao Governo investimentos para auxiliar na melhor condução da saúde. Pensamos dessa forma, em investimentos em estruturas permanentes e não em medicamentos sem eficiência comprovada. Não podemos investir dinheiro público em algo sem comprovação, baseado em opiniões apenas. Os medicamentos passam por diversos estudos e testes para serem comprovadas as melhores condições para uso e não é o que vemos acontecer nos últimos meses”, destacou Cunha.

Ele recomendou que medicamentos como a ivermectina sejam usados apenas nas indicações já estabelecidas anteriormente. “Qualquer medicamento deve ser utilizado conforme estabelecido e comprovado. Não podemos indicar ou sugerir nada que seja duvidoso para investimentos do governo”, reforçou o infectologista.

Mirella Oliveira, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva do Complexo Hospitalar do Trabalhador e integrante da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib), falou sobre a qualificação necessária dos profissionais para atuação em unidades de terapia intensiva.

“Sabemos do esforço que o Estado e a Sesa têm feito e os parabenizamos por isso. Mas além de equipamentos, de camas e insumos, temos a preocupação com os profissionais que atuarão nas alas Covid-19 em terapia intensiva. Esse recurso humano é escasso e está esgotado, não somente dos médicos, mas também das outras profissões que compõem a equipe multiprofissional”, alertou Mirella.

AEN

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